quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Estou na Itália!

Cheguei no país europeu mais parecido com o Brasil (até parece que eu sou um mochileiro de grande experiência, hehe). O povo daqui é muito elegante e sorridente, sabe tratar bem um imigrante, e estou gostando muito mais da Itália do que da Espanha.
Dia 29, 2ª feira, saí muito cedo de Salamanca (fui andando da residência até a ferroviária e de lá peguei um trêm até a ferroviária Samartín, em Madrid- 3h de duração). De Samartín peguei um metrô até o aeroporto Barajas (em Madrid, e tinham estações de metrô praticamente dentro tanto da ferroviária e aeroporto). De lá pegamos um avião pela Rynair (companhia de aviação irlandesa extremamente barata e sem o mínimo luxo) para Bérgamo- Itália (2h de duração). De Bérgamo, pegamos um ônibus, no próprio aeroporto, para Milão (1h de duração), e da rodoviária de Milão andamos até o metrô, onde fomos até a estação mais próxima de Peschiera Boromeu (cidade onde estou). No fim de linha do metrô, ainda pegamos um táxi e chegamos na casa.
Ja visitei o centro de Milão, vou ficar na Itália até dia 4 e terei saudades da terra da pizza (ainda quero comer pizza por sinal, mas pelo menos ja comi risolli a MILANESA em pleno centro de MILÃO).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Faz 1 semana hoje

Ja tem 1 semana que saí do Brasil. Muitos lugares visitei, muita carne de porco comi, e até neve caiu em pleno outono! Tenho tirado poucas fotos até agora, vou tirar mais e coloca-las na internet. Amanha vou a Madrid ver no estadio Santiago Bernabeu Real Madrid e Valencia! Isso é um sonho! Algo indescritível, tudo está se realizando: ja peguei na neve, ja viajei de trem, vou ao jogo do Real e só me falta jogar futebol por aqui, tem uma quadra pertinho de minha escola, a Enforex (que ensina língua e cultura espanhola para estrangeiros). Abracos para todos!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Bem amigos do Brasil

É com muita alegria que vos informo minha chegada na Europa. Pela primeira vez saio do meu querido continente americano, e até agora fui muito bem tratado e respeitado. A adaptaçao (desculpe pela falta de acento no a, mas nao me adaptei ao teclado espanhol, e prefiro deixar esses erros como marca de minha inicaçao na escrita digital daqui) tem sido um pouco difícil: a saudade da maravilhosa terra que deixei, o cheiro do feijao (a comida aqui é gostosa, porém nao tanto quanto a brasileira, e estou com medo de ficar gordo, tamanha sucuncia da carnes daqui) e a 'proteçao' de meus pais, pois embora eu ja seja quase um adulto, ainda gosto de 'receber puxao de orelha' de minha mae, gosto quando ela me lembra de algumas coisas, e do entusiasmo do meu pai ao me mostrar coisas novas de sua vida, a exemplo de seus projetos na empresa, e estou torcendo muito por ele daqui.
Na sexta feira a tarde pessoas queridas me levaram no aeroporto de Salvador: minhas avós, minha mae (meu pai estava viajando no dia), minha prima Palloma e meu amigo Theo. A família de Felipe, o amigo que está viajando comigo, também compareceu, e todos estavam emocionados com a nossa jornada. Cada mínimo detalhe tinha uma magia especial, até mesmo o burocrático check in. Quando entramos na área de embarque, resenhamos até a hora de entrar no aviao, e nos fascinamos com o boeing da Tap, com monitores individuais, vários canais de filmes e músicas e regalias como travesseiro, cobertor e revistas portuguesas. Nao gostamos da comida, mas está perdoado, afinal, os portugueses foram extremamente gentis e fizeram o máximo para nos deixar confortáveis, até brinquei com uma portuguesa afirmando que Kaka é o melhor do mundo, e ela respondeu sorrindo que esse é o ano do Cristiano Ronaldo.
Chegando em Lisboa, a imigraçao foi extremamente questionadora, porém nao agressiva: eles perguntaram 'o que vai fazer na Europa' e nós, que nao devemos nem tememos nada, afirmamos 'estamos indo estudar espanhol'.
De repente o mundo parecia pequeno, é como se Lisboa e Salvador estivessem ligadas, e o voo nao foi lá tao longo, afinal, eu ja esperei tempo maior por muito mais coisas simples, e lendo e vendo filme no aviao o tempo passou rápido. Pouco tempo estivemo em Lisboa, deu tempo de eu dar uma olhada numa loja de esportes e pegar 2 postais da Tap. Em menos de 2 horas ja estava no outro aviao que me levaria a Madrid. O voo, que demora aproximadamente o mesmo de uma viajem de Salvador para Aracaju (cerca de 1 hora), foi tranquilo, e chegando lá, pegamos nossas malas e seguimos adiante conhecendo o aeroporto, onde fiz minha primeira compra: um cartao postal do Santiago Bernabeu, estádio do Real Madrid. Em pouco tempo procuramos a estaçao de metro, que é dentro do aeroporto, e com as informacoes devidas, pegamos 2 linhas de metro e chegamos a ferroviária, onde liguei para minha mae para avisar da minha chegada. Compramos nossos bilhetes para Salamanca e partimos numa viajem de 3 horas de trem (a primeira da minha vida).
Chegando na ferroviária de Salamanca, buscamos um taxi, mostramos o endereço e chegamos na residencia estudantil, onde conhecemos 3 brasileiros que rapidamente se enturmaram com agnte e chamaram-nos para sair mais tarde. Depois de jantar, vi num apartamento com 3 cariocas, 3 paulistas e 3 pernambucanos o maior clássico de futebol do país: Barcelona e Real Madrid! A cobertura televisiva daqui perde feio para a do Brasil, muito mais moderna e imparcial (o narrador espanhol grita mais do que Galvao Bueno durante o jogo, alem de nao terem uma variedade de cameras como a Rede Globo).
Após o jogo, fomos a 2 boates, onde encontramos mais brasileiros. Nao se paga para entrar nas boates, se deixa os casacos num cabide e paga-se apenas o que beber )na primeira boate eu nao gastei nada, na segunda gastei só um euro).
Voltei de madrugada para a residencia, e acordei tarde no domingo, que foi um dia light. Apenas lanchamos fora, conhecemos a cidade (nós estamos na parte antiga, que lembra um pouco coisas do Pelourinho, e a parte nova é moderna, como em Salvador é a Pituba, por exemplo).
Hoje começaram as aulas, e em todas as turmas estou na sala de Felipe. Nas turmas de gramática, tenho como colegas um cara da Arábia Saudita, uma chinesa e um sueco. Na turma de cultura, tem 2 chinesesas, 2 irmaos alemaes (uma garota de 14 anos e um garoto de 16) e um japones. Os orientais me parecem extremamente disciplinados, e vieram para estudar pra valer, até porque a diferença entre os idiomas é gigantesca, e mesmo se esforçando e eles terem aprendido antes, é difícil para eles falar espanhol. Os asiáticos nao sao vistos na noite de Salamanca, embora as escolas estejam repleta deles, e os ocidentais me parecem ter como maior objetivo curtir a ´farra´ de Salamanca, e eu quero me equilibrar, para estudar bem sem deixar de curtir as festas.
Bom, esse é o meu primeiro relato da viajem, devo escrever mais em breve, e estou com muitas saudades, porém ainda faltam 2 meses. Abraços!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A seta invisível

Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Bom, eu não tenho vocação para artista, pelo menos não descobri ainda nem me aperfeicoei =P Mas como ninguém ve esse blog, só eu e de vez em quando alguns parentes, aqui tenho liberdade para errar, ser eu mesmo, escrever tudo como se estivesse fora do mundo, e por isso mesmo não o divulgo, hehe. Aliás, para quem eu estou escrevendo mesmo?

Então, abaixo um texto que formulei hoje, o nome é 'a seta invisível' e fala sobre a intuição, que para alguns é considerado o 6º sentido, e para outros, é muito abstrato para se aproximar com o universo dos sentidos físicos. Mas, quantas vezes não ouvimos a frase 'siga o seu coração'. É isso aí, eu gostei, e isso ja é o bastante

A seta invisível


"Ouvistes o mudo

Olhastes o invisível

Mesmo assim sói vós

Desbravador do próprio destino


Sentistes tudo no nada

E no nada há energia

A vibração do silêncio

A direção da seta invisível


Sabes que existe algo além do concreto

Tudo pode ser mais complexo

E das batidas do seu coração

Terás certeza de tudo


De forma sadia e lúcida

Conseguirás o que tu qués

Bravo guerreiro arriscas e quem sabe

Responsável pelo sucesso tu serás"


Só o fato de ter escrito esse texto ja foi uma das guiadas da tal 'seta invisível', ou seja, intuição; Siga seu coração, seja você, tenha certeza do que você faz, claro, vivendo a vida de forma sadia e responsável(e não de forma louca e inconsequente), e a naturalidade dos fatos te guiará às coisas boas que procura, e claro, sendo feliz ao decorrer do caminho descrito pela seta invisível, e não apenas quando concluir seu objetivo, no qual sua intuição poderá te levar, e caso não leve, acontece... Lidar com a frustração de forma tranquila é uma grande virtude, e grandes seres sabem a executar muito bem.

Viva o São João!

Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

O meio do ano é uma época maravilhosa, inclusive prefiro o mês de junho à o mês de dezembro. No mês de junho, eu faço aniversário(16), acontecem as festas juninas, a quente cidade na qual eu moro vive dias relativamente temperados(se comprados às outras 3 estações) e claro, tem também as férias(embora pequenas).

Esse ano o São João vai cair num sábado, então, o feriado será pequeno, mas não estraga a magia da festa. Pela 1ª vez vou à uma festa de São João 'de verdade', para Amargosa, e lá fica a festa junina mais 'do momento' da Bahia, com bandas descoladas, como Asa, e uma galera jovem super animada.

Minhas recordações do São João são ótimas: ja houveram arraiás no meu condomínio(antes da data oficial, porque essa era uma oportunidade de reunir os condôminos anets de 'quase' todos viajarem), queima de fogos com meus primos em Sergipe, comidas deliciosas, músicas típicas que me fazem recordar... E quando São João é em época de copa então, como foi em 98, 2002 e 2006(que eu acompanhei pra valer), é uam dupla festa!

A história do São João é longa, mas vou resumir pelo que eu entendi: ela começou no Brasil porque nos canaviais, a data da colheita da cana de açucar era perto do dia de São João(dia 24, uam data que ja existia), a cana de açucar demorava aproximadamente 1 ano para ser colhida após o plantio, e essa festa na hora da colheita gerou uma festa. No Nordeste ela deve ser mais popular porque o centro do Brasil, antes da descoberta de ouro nas Minas Gerais, era o Nordeste, sendo Salvador a capital(embora, das 9 capitais nordestinas, Salvador seja a mais fraca em tradição, embora os interiores da Bahia tenham festas muito famosas). Então é isso, bom São João para todos!

A 8ª arte.

Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Abre as cortinas e começa o espetáculo! A prensa começa o nivelamento para acertar qualquer irregularidade e compactar o terreno; Mas deixa uma leve inclinação partir da metade da circunferência para ajudar a drenar a chuva que cair no gramado; Um sistema de drenagem formado por 100 metros de cano! Os canos drenarão uma eventual chuva até ralos fora do palco do espetáculo, e logo acima do sistema de drenagem está o sistema de calefação com 27 km de tubulação que espalharão calor e manterão a temperatura entre 35ºC e 50ºC, impedindo o congelamento do palco no inverno; Esse palco é um gramado, e o sistema de irrigação é de última geração, pois molhar o campo não dá certo devido a distribuição desigual. Antes de plantar a grama despeja-se no terreno a matéria orgânica topsoil e areia, esta última para favorecer o escoamento da água! Acima do Topsil está uma camada fina de adubo nutritivo; Após plantada a grama, em 45 dias ela já está no ponto! A maquina de cortar grama trabalha periodicamente afim de manter uma altura média de 24 mm e assim o espetáculo poder seguir com naturalidade. Essa brincadeira custou 143 mil reais!
Mas este foi só o palco, ainda falta construir um lugar confortável para a platéia. Os arquitetos elaborarão a planta com cuidado, os engenheiros civis farão cálculos cansativos, os pedreiros trabalharão no sol quente, tudo para a obra estar pronta o quanto antes! Mas antes de tudo o engenheiros de tráfegos terão que elaborar um plano inteligente para que em dias de espetáculo as multidões não congestionem o trânsito da cidade, além de que terá que elaborar pontos de a chegada de transportes em lugares estratégicos, para que o público não precise andar muito antes de sentar na sua confortável cadeira marcada com o número do ingresso. Estacionamentos amplos serão feitos para mais de 10.000 carros, e uma entrada alternativa para o estádio será feita para os artistas entrarem direto nos seus camarins sem precisar se expor antes de começar o espetáculo.
Além do usual ingresso popular - sendo o mais popular de todos chamado de geral, que é um lugar mágico na beira do campo onde não há degraus e todos vêem o jogo em pé - haverão dentro dessa arena artística camarotes(onde as cadeiras são bem distante uma das outras, para ficar mais confortável, e não tão próximo do outro -claro, para quem não gosta do calor humano proporcionado por esse espetáculo) , tribunas de honra, tribunas para a imprensa, museu com a história das turnês antigas, lojas, cinema, restaurantes, enfim, um verdadeiro ‘Shopping center’. Essa arena será coberta para os torcedores, mas os artistas terão que tomar chuva, o que deixa o espetáculo interessante. Depois de concluída a obra, o preço assustador: 143 milhões de reais! Ou seja, 3 zeros a mais que a construção do gramado, ou palco, que custou 143 mil.
O camarim é luxuoso: nesse espetáculo, há 3 camarins: 2 para os artistas que irão disputar quem merece ser o dono do espetáculo e 1 para a comissão avaliadora de infrações. No camarim dos artistas que irão se enfrentar, há armários, onde eles colocam seus figurinos, há televisão e quadro, para o diretor fazer as últimas orientações antes do espetáculo, há duchas e banheiras de hidromassagem para relaxar os músculos e enfermarias, pois essa arte exige-se muito do corpo, que se cansa e muitas leves até leva-se a contusão; No meio entre os 3 camarins há um corredor com 3 direções(além da entrada dos próprios camarins): a de entrada e saída da arena, a para a porta da área de coletiva de imprensa e o túnel para a entrada e saída o palco. No túnel, onde pode-se entrar as duas equipes juntas ou a ‘equipe da casa’ ao som de aplausos e assobios e a equipe de fora sendo vaiada.
A platéia, apelidada de ‘torcedores’, fazem o caminho de suas casas ou hotéis para a arena, apelidada de estádio. Nesse caminho, tem-se dois caminhos: o ‘elite’, onde você deixa seu carro num estacionamento seguro e segue a poucos passos de sua cadeira, ou o ‘caminho popular’, onde você confiará seu carro à um vigia, ou você vem de ônibus, desce de um ponto relativamente distante do estádio, e assim, sentirás o agradável cheiro de churrasco, da gritaria de vendedores de ingresso alternativos, apelidados de ‘cambistas’, além da venda de bebidas mais baratas que dentro do estádio e som alto, bandeiras balançando num ritmo carnavalesco em que a festa começa antes do espetáculo.
Entrando no estádio, não importa onde esteja, você verá o mesmo espetáculo que todos, mas claro, com visões diferentes(no sentido físico e de pensamento). Lá dentro, acontecerá uma festa, com papéis brancos salpicados no gramado, sinalizadores de diversas cores, bandeiras, fogos de artifício e um telão que mostrará o ponto culminante do evento, o chamado ‘gol’.
Nesse evento, chamado ‘partida de futebol’, várias pessoas trabalham durante o espetáculo, e várias trabalharam para esse espetáculo acontecer nesse dia, e com qualidade, são eles os dirigentes(embora esses na maioria das vezes atrapalham, deveriam ajudar), patrocinadores(portanto que não se perca o foco da paixão pelo futebol, mas os patrocinadores tem sua função respeitada), policiais, jornalistas(que correm atrás da notícia e são credenciados com crachás e coletes, para transmitir a complexidade do evento ao alcance de todos), médicos(todos torcemos para que eles não precisem participar, mas infelizmente, lesões são constantes)...
Para executar a função melhor, o figurino dos jogadores(os artistas que competem em duas facções, chamadas de equipes ou times) são confortáveis, com tecidos de qualidade e calçados(chuteiras) que tirem a impressão de não estar descalço, e assim, os jogadores poderem desenvolver seu futebol simples e moleque, o ‘futebol-arte’, que é o que queremos ver.

*Colaboração de reportagens da revista Mundo Estranho na parte de infra-estrutura de estádios.

**Perceba que a utopia criada no texto reúne traços dos estádios sul-americanos(os papéis brancos salpicados, na Argentina; A Geral do Maracanã; A combi do regui da Fonte Nova e toda a bagunça gostosa de diversos estádios sul-americanos), europeus(com toda infra-estrutura, sistema de calefação, estádios que parecem shoppings...) e japonês(com arquibancadas umas distante das outras, onde a preocupação é o bem estar do público, e não lotar o estádio para arrecadar mais; Porém, o povo japonês não é tão apaixonado por futebol).

A relação entre futebol e capital.

Sábado, 26 de Maio de 2007

Muito se fala na nostalgia dos antigos craques e antigas equipes, embora muitos não gostem dessa nostalgia, como Luis Felipe Scolari, que caracterizou esse momento como ''a época em que se amarravam cachorros com linguiça''.

Na minha opinião, os 6 melhores jogadores de todos os tempos são Pelé, Maradona, Cruyff, Garrincha, Di Stefano e Puskas. Nenhum deles foi de minha época, mas através de pesquisas e de um critério escolhido por mim mesmo, defino estes como os melhores, então, muitos devem perguntar: ''Porque os jogadores antigos são tão valorizados?''. Infelizmente, não consigo formular uma resposta definida, talvez este será meu tema de mestrado, mas o fato é que nas décadas anteriores também haviam muitos 'perna de pau', e esses jogadores craques do passado, se tivessem que jogar hoje, teriam que se disciplinar muito mais(com excessão de Pelé), ou seja: se eles jogassem hoje, nas mesmas condições do passado nos dias de hoje, teriam que passar por um treinamento específico, aumentar massa muscular, fôlego e explosão muscular, tudo isso para fazer com que seu talento seja produtivo para a equipe, ja que nos dias de hoje a técnica é apenas um acessório. O que mais teria que mudar é Garrincha, que bebia e fumava muito, além de ser farrista em excesso(hoje existem os farristas também, mas para chegar longe é preciso abrir mão da diversão por alguns momentos, para dormir bem e ter um bom rendimento no jogo).

Talvez por isso o futebol de hoje em dia seja 'feio': não dá para jogar na Europa sem ter um corpo forte, e o Robinho moleque do Santos se tornou mais um protótipo do jogador padrão europeu, sendo que seu peso impossibilta de fazer alguns tipos de arte. No futebol antigo, não havia(porque também ninguém havia inventado) 'fórmulas' para se ter um time 'vencedor', com esquemas táticos defensivos, por isso, para ser vencedor no futebol moderno, as vezes é preciso deixar de ser você mesmo, como foi o caso da seleção brasileira da copa de 94, que seguiu um estilo defensivo europeu para vencer uma copa "àos trancos e barrancos". Ja a seleção de Telê, em 82, jogou um futebol bonito, mas que por injustiça(algo comum no futebol) foi eliminada. Então eu te pergunto: você prefere vencer jogando feio ou perder jogando bonito? Para essa pergunta, não existe resposta certa: depende de seus princípios, de sua forma de pensar e do que você quer para sua vida e para o futebol(sim, vida, pois eu acho o futebol uma metáfora da vida humana).

No lado romântico pré-teto salarial dos jogadores de futebol, clubes pequenos, do interior, poderiam atrair grandes craques em pé de igualdade com clubes potentes, pois o salário era o mesmo(graças ào piso salarial, os jogadores não poderiam ganhar mais que um certo limite) e muitos atletas preferiam morar em uma cidade pequena de interior devido a vida tranquila. Hoje, sem teto salarial, quem contrata os melhores são quem tem dinheiro, e como estes podem pagar quanto quiserem, montam super equipes. Eu entendo o lado da classe trabalhadora dos jogadores de futebol, pois é um absudo ver os dirigentes lucrando tanto e se sentir um um mero trabalhador, sendo que é o jogador quem faz o espetáculo. Mas é inegável que o piso salarial declinou os times pequenos.

Interesses econômicos também 'colaboram' para deixar o jogo mais feio: nas copas de 86 e 94, por exemplo, não houveram jogos pela noite, e os jogadores tinham que encarar temperaturas altíssimas, as vezes até 40º, apenas porque esses jogos aconteciam no continente americano, e para que os europeus pudesses assistir sem um choque muito forte de fuso-horário, os jogos aconteciam até mesmo no horário de meio-dia! Outra coisa: jogadores jogam 3 vezes por semana: Domingo, 4ª feira e domingo(7 dias). Em média um jogador corre 10 kilômetros a cada partida, sendo 2 tempos de 45 minutos com momentos de leve andadas e corridas exigindo-se o máximo de explosão muscular. Fora se a partida tiver prorrogação, e isso tudo durante mais de 10 meses! Por isso há tantas contusões: estão testando os jogadores ào limite, como se fossem animais, e aí, quando se pode tirar férias por 1 mês para descansar pelo fato de não ter férias há 2 anos, como Kaká e Ronaldinho Gaúcho, alguns pseudo-jornalistas(que mais parecem palpiteiros) ousam crucifica-los por pedirem liscença para não participar da copa América. Esses pseudo-jornalistas devem ser pagos, devem ser atentidos por diversos interesses, para falarem asneiras desse tipo.

Nem todo jogador de futebol ganha bem, e trabalha como um peão, pois não bastasse jogar 3 vezes por semana, os treinos são super puxados(eu ja treinei em várias escolinhas e ja vi um treino do Esporte Clube Vitória, e posso dizer: tem que ser raçudo!). Então, ao inves de só culpar os jogadores, é preciso culpar todo esse sistema que envolve o futebol capitalista, e para encerrar esse post, uma frase do escritor Paulo Mendes Campos:

"E, se não quiserem mexer nas regras para salvar o futebol, há outra solução, embora utópica: acabarem para sempre com os treinadores. Sem os técnicos, talvez, a rapaziada consiguiria devolver ao futebol a pureza do brinquedo"