Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Minha pré-despedida

Está chegando ao fim mais uma viajem minha: 4ª feira estou voltando para casa. Amei São Paulo intensamente, como a mesma intensidade de seu frenético ritmo cotidiano. Fui bem recebido, me diverti, conheci novas realidades e aprendi nesse período das férias mais do que qualquer sala de aula poderia me ensinar.

Agradeço a todos da Câmara venezuelana brasileira de comércio e indústria, que me deixaram a vontade para desempenhar meu papel de jornalista. Vou sentir saudades de todos aqui, e dos almoços no restaurante de Buchecha, com comidas deliciosas preparadas por nordestinos que me fizeram todas as vezes me lembrar da minha querida região. Saberei de có o caminho de casa para o trabalho, feito a pé, passando pela enorme Avenida Paulista e pela Chique Oscar Freire. Sentirei falta de chegar em casa e ver um bebê maravilhoso como Francisquinho, que com menos de 3 anos é tão sabido que me cativou a ponto de esta ter sido a experiência em que me senti mais próximo de ter um irmão.

Outro irmão que ainda terei é Carlos, quase da minha idade, que me mostrou os mangás e assim passarei a ter um novo hobby quando voltar para casa: ler mangás e conversar sobre estes depois. Meus 'pais postiços' daqui de São Paulo me ensinaram muito, me apresentaram São Paulo, seja a Sé, mercadão municipal, Pinacoteca, estação da luz, museu da língua portuguesa, aquário...

Tenho muitas boas lembranças, muitas delas prefiro não compartilhar em blog, mas essa postagem é uma das formas de agradecimento a todos que estivera presente na viajem, a meus pais que me proporcionaram essa viajem fantástica e especialmente, a Deus, que tem me protegido e me guiado para aonde quer que eu vá. Obrigado por tudo!

Sábado, 11 de Julho de 2009

Dia de moleque travesso

"Juventus querido
Juventus de glória
Moleque travesso
entrou para a história"

Você ja ouviu falar do Juventus da Mooca, que joga na rua Javari e tem o apelido de moleque travesso por tanto ter aprontado travessuras contra adversários mais fortes? Não se desespere se não conhecer, mas saiba que esta é a equipe que mais me fascina na terra da garoa.

A Mooca é um bairro único, seus moradores afirmam 'Mooca é Mocca e o resto é bairro'. Há uma identidade forte de seus moradores, que tem gírias próprias, se conhecem como numa grande família e, mesmo torcendo para equipes diferentes (uns são palmeirenses, outros corinthianos...), se unem pelas cor grená do Juventus, que joga no estádio da Rua Javari, no qual eu fui hoje, num dia inesquecível!

Desde que cheguei em Sampa ja sonhava em ver um jogo do Juventus. Hoje foi a estréia da copa Paulista (um torneio que reúne equipes de diversas divisões do estadual, para não deixar o futebol fora da elite parado e de quebra dar uma vaga na copa do Brasil - o Juventus foi campeão desse torneio em 2007). O jogo de hoje foi contra o PAEC (Pão de açúcar Esporte Clube, equipe patrocinada pelo supermercado em questão), mas o que 'estava em jogo era mais do que um jogo', era a concretização de uma vontade antiga, um impulso meu por conhecer equipes não tão focadas na mídia, e esse é o futebol genuinamente brasileiro: eu não vim para São Paulo apenas para ver São Paulo, Palmeiras e Santos jogarem, se eu pudesse, queria acompanhar as sérias A-1 (a elite do futebol paulista), A-2 (na qual o PAEC faz parte), A-3 (na qual o Juventus faz parte), B-1 e B-2. Aqui em São Paulo não falta futebol, os bairros tem seus clubes, os municípios pequenos também, as ligas amadoras fazem sucesso e mobilizam muita gente, a exemplo do clube de várzea que meu amigo Marcelo torce, chamado Centio Naipe (escreverei mais em breve sobre o futebol de várzea paulista).

Hoje acordei tarde, e preferi nem almoçar, se não eu perderia a partida, que tinha como horário 3 da tarde, e não podia ser mais tarde: o estádio da Rua Javari não tem refletor. Sem tanto dinheiro em mãos, saí de casa com 8 reais e não tinha noção se isso daria para todas as conduções (que eram muitas). Com o celular descarregado, tive de ir da rua da Consolação (aonde estou) até a Avenida Faria Lima para buscar na casa de meu amigo o carregador de celular que eu havia esquecido (essa foi a primeira condução). Assim que cheguei, deixei o celular carregando, foi o tempo que resenhamos, eu fiquei por dentro de como fazer para ir e voltar, e logo saí, com o celular carregado o suficiente para aguentar aquela aventura. Detalhe: choveu do inicio ao fim, e além da camisa do Juventus, eu estava com um casaco impermeável e uma capa de chuva por cima! Minha primeira condução me levou ao terminal Dom Pedro, e de lá peguei um ônibus elétrico para ir a Mooca. Interessante é que nessa estação eu encontrei um caixa do Banco do Brasil e pude tirar um dinheiro, para me dar tranquilidade que eu teria dinheiro suficiente para voltar para casa!

Falei com o cobrador que eu queria ver o Juventus, e ele entendeu que eu queria ir para a Rua Juventus (que é aonde fica o clube, e não o estádio), logo, parei no lugar errado, mas por sorte, perto de um posto de gasolina, vi uma garota com casaco do time, e aí perguntei, ela me disse que a Rua Javari estava distante, e me levou a um ponto, onde várias amigas suas estavam prontas para ir ao jogo, algumas de Juventus e algumas neutras. A partida ja tinha começado, mesmo assim, a empolgação era grande para pegar o segundo tempo! Peguei o ônibus para ir a Javari, e mal imaginava que tanto teria de andar mesmo depois do ponto em que fui deixado, e mais: essas meninas ficaram esperando por outras meninas, logo, eu fui sozinho adiantando meu lado. Dobrada daqui e acolá, me emocionei com a plaquinha sinalizando a Rua Javari! Andei, andei, vi vitrines vendendo camisas do Juventus, vi também um carro aberto vendendo somente artigos do Juventus (bandeiras, camisas, cachecóis, bonés...), e aí vi um portão com o escudo do time, mas era a entrada e saída de carros.

Finalmente chegando na bilheteria, me disseram que ja estava fechada porque a partida ja estava no 2º tempo (inclusive vi um grotinho pequeno com um cara que parecia ser seu pai saindo mais cedo do estádio). Depois de uma choradinha, entrei! E sem pagar, hehe. Subindo as escadas, me fascinei com a simplicidade que antagonicamente me parecia complexa: não faltava nada no estádio (bom, não tinha refletor, ambulante e outras coisas que não me fizeram falta), havia placar eletrônico, auto-falante, cadeiras de plástico, era coberto (foi um dos poucos lugares hoje em que não enfrentei a chuva) e tinha até torcida organizada! Gritavam o orgulho pelo bairro de origem, a Mooca, exaltando o 'sangue operário' e o amor incondicional, coisa evidente pelos resultados, ja que apesar de não ser uma equipe gloriosa, não lhe falta afeto, e assim sempre o Juventus existirá! Não tenho provas concretas no momento, mas me parece que o Juventus é o clube com mais sócios em São Paulo! Tirei muitas fotos, e reparei muitas coisas: se o nível técnico ja não era alto, as poças de água atrapalharam mais ainda, o jogo terminou 0 a 0, e não faltaram manifestações na torcida, alguns iam para trás do gol adversário pressionar árbitro e goleiro adversário, e interessante é que por o estádio ser pequeno os jogadores ouvem cada protesto pessoal, a exemplo de um juventino que gritou para um jogador do PAEC "Seu fracassado, vai morrer jogando nessa merda de time" e o jogador do PAEC disfarçou uma risada colocando seu gorro para cobrir a boca, e o Juventino acrescentou "Está rindo de que?" (até resposta poderia ser dada, mas não aconteceu), e logo após, um outro torcedor juventino, mais exaltado ainda, chegou perto do alambrado e cuspiu no rosto de outro jogador do PAEC! Incrível! Eu ja vi um jogador cuspir outro, mas um torcedor cuspir, mostra o quão pequena é a fronteira entre a paixão do torcedor e o profissionalismo dos jogadores, limitadas apenas por um alambrado baixo, colado na linha lateral. Ao final da partida, aplausos para a equipe da casa.


Conversei com alguns caras que estavam na bancada acima, num espaço reservado para a imprensa. Um dos caras é jornalista de um site em Santo André, até me deu o cartãozinho do seu site (postarei aqui), outro era espião do Palmeiras B (próximo adversário do Juventus) e estava filmando a partida. Me despedi deles e vi as meninas que havia visto no ponto de ônibus. Conversa vai conversa vem, descobri que elas não são da Mooca, e sim jogadoras da equipe feminina. Quando perguntei em que categoria, uma delas disse 'a principal' e eu me assustei (elas aparentavam ter 16 anos) mas aí disfarcei a pergunta, como se fingisse ser óbvio elas serem adultas 'não, mas digo categoria estadual, nacional...' e elas disseram que estavam disputando um torneio estadual como a equipe masculina, logo me despedi e no meio do caminho ouvi alguém falando 'ô baiano', e aí perguntei 'quem é baiano?' e logo conheci um conterrâneo, que é chamado realmente de baiano e joga na equipe júnior do Juventus, ele estava acompanhado de seu companheiro de equipe, o carioca Bruno (que lhe chamou de Baiano). Dei boa sorte para eles, garotos mais novos que eu e que, apesar de humildes, podem realizar uma das maiores frustrações da minha vida: ser jogador de futebol profissional.

No meio do caminho para a estação de metrô Brescer, comprei outra camisa do Juventus com o cara que tem o carro cheio de artigos do time, e depois comi no McDonalds. O metrô foi muito fácil de pegar, é tudo tão bem sinalizado que nem parece que São Paulo é tão grande! Prestando atenção nas indicações que peguei, cheguei na estação da Consolação, e aí, foi moleza chegar em casa: faço esse caminho sempre ao voltar do trabalho.

Cheguei em casa realizado! Fui na rua Javari, e embora o consumo seja uma coisa pequena da satisfação de uma viajem, é um bom complemento, e agora tenho 2 camisas da Juventus: a que fui ao estádio, que comprei através de meu colega de trabalho e amigo Marcelo, que é da Mooca, e a de hoje, também comprada na Mooca, é mais apropriada para ir a festinhas (parece camisas de se sair mesmo, e não de futebol). Hoje, fui um 'moleque travesso', teimei, fiz o que me pareceu justo fazer e que minha vontade tanto pedia. Um dia inesquecível, de uma grande realização e de prova para mim mesmo que eu posso conseguir muitas coisas que desejo, teimar as vezes é necessário, afinal, ninguém compreendia porque eu gosto tanto desse time, aliás, nem eu sei porque gosto tanto do Juventus.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Olha o Cruzeiro aí gente!


Wellington Paulista aponta o dedo para cima e diz: Olhem o título do blog ali, olha o Cruzeiro aí gente!

A raposa azul ontem chegou a final da Libertadores! No jogo de ida houve uma vitória por 3 a 1, e mesmo podendo perder por até 1 gol de diferença, os mineiros empataram com o Grêmio pelo mesmo placar que Corinthians e Internacional (2 a 2).

As gatinhas foram ao Olímpico apioar o Grêmio, mas o valente tricolor parou sua reação no gol de empate

O Cruzeiro enfrentará o Estudiantes da Argentina pelo maior título do futebol sul-americano.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Timão campeão da copa do Brasil!

'Gordo de felicidade', Ronaldo e seus colegas calam o Beira rio, enquanto o barulho aqui em São Paulo promete ser incessante por toda a madrugada.
Está certo que a missão do Colorado no jogo de volta da copa do Brasil era muito difícil (no jogo de ida havia perdido por 2 a 0), mas se tornou quase uma 'missão impossível' após o Corinthians terminar o 1º tempo vencendo por 2 a 0. O Internacional chegou a empatar e dar uma falsa esperança de reação, mas brigas em campo atrapalharam a ja complicada missão defazer 3 gols em 15 minutos. Para os adeptos de filmes de Steven Spilberg, não há missão impossível no sentido literal. Para os torcedores do Grêmio, apenas um feito épico poderá ser transformado em filme, a 'batalha dos aflitos'. A 'leve briga no Beira rio' parou na expulsão de D'alessandro, William e dos técnicos das duas equipes, e o alvi-negro paulista se garantiu para a Libertadores de 2010, ano que será o centenário do clube do Parque São Jorge.

Amanhã tem outro jogo importante em Porto Alegre: a semifinal brasileira da libertadores, Grêmio e Cruzeiro. Os gaúchos tricolores ja vibraram hoje com a derrota de seus conterrâneos, e lutam para vencer por pelo menos 2 gols de diferença (no caso de a Raposa mineira não marcar gols) e se classificarem para a decisão, onde encontrarão o Estudiantes da Argentina, que fez a final contra o Internacional na copa sul-americana passada. Vencendo, o Grêmio poderá enfrentar no mundial o Barcelona, outra equipe que enfrentou seu rival numa final recente, e vencendo os catalães, o tricolor dos Pampas poderá bater no peito e dizer 'não vencemos mundial apenas contra o Hamburgo, vencemos quem vocês [colorados] disseram ser time de respeito'.

O Nacional foi o segundo uruguaio eliminado pelo Estudiantes nessa Libertadores (o Defensors também parou no time de La Plata, nas quartas-de-final). Não foi dessa vez que o futebol uruguaio acabou com o jejum de chegar a final da taça libertadores (mais de duas décadas). Mas hoje aqui em São Paulo nem se pensa tanto em Libertadores, e sim em copa do Brasil: os corintianos cantam muito alto aqui no bairro do Jardins (em que a torcida são paulina tem grande presença), e dormir certamente não será uma missão fácil. Parabéns ao Corinthians, mas que a festa dos seus torcedores não atrapalhem o sono de outros torcedores que ainda sonham com dias melhores, como eu, que sonho tão pequeno ao sofrer com meu Bahia no meio da tabela do campeonato brasileiroda da série B (apenas queria ve-lo na série A). Até mais!

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Haja coração!!!

Esse fim de semana cumpriu com todas as promessas de emoção: copa das confederações fechadas em grande estilo, eu conheci 2 estádios e de quebra tenho muita história para contar!

Bem amigo assinante da GrandeSportS (eu sei que não precisa pagar taxa nenhuma para frequentar meu blog, mas adoro esses jargões alá Sportv e ESPN), até o final do ano passado, eu só conhecia dois estádios de futebol: a Fonte Nova e o Barradão. Voltei da Espanha com o currículo valioso por ter conhecido o Santiago Bernabeu em Madrid e o Camp Nou em Barcelona! Uma das primeiras coisas que fiz ao retornar a Salvador foi conhecer o novo estádio da cidade, o Pituaçu! Em menos de 3 meses, conheci mais estádios que já havia conhecido a minha vida toda antes da viajem!

Pois nesse fim de semana, mais dois entraram para o currículo: Morumbi e Parque Antártica! Vi o São Paulo bater o Náutico por 2 a 0 e o Palmeiras e Santos empatarem por 1 a 1, pela mesma 8ª rodada do campeonato brasileiro. Ainda pretendo conhecer mais estádios, sempre quando planejo uma viagem, o futebol tem de estar nos planos, logo, não importa o quão pequena seja uma cidade: eu irei querer comprar a camisa do seu time, conhecer seu estádio, sua história...

Eu e mais 5 pessoas, incluindo meus 2 primos pequenos de Aracaju (um de 13 e o outro de 12 anos), pegamos um táxi na Avenida Paulista para ir ao estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi. O aperto do táxi não me incomodou (talvez porque eu fui no banco da frente), o estádio me encantou pela grandeza e infra-estrutura, embora o preço das coisas fossem muito caras (um churros era 4 reais, uma esfiha do Habibs 2 reais...), e fiquei num lugar muito confortável, coberto (por sinal, choveu), o banheiro não tinha sabonete líquido: eram diversos sabões descaráveis em torno da pia. Antes de começar a partida, foi tocado o hino nacional. O estádio estava vazio, a torcida são-paulina ciente da crise de sua equipe (com a saída do técnico Murici Ramalho) e pegando muito no pé de Washington (os apelidos mais freqüentes eram ‘jogador de pebolim, vagabundo...), e a saída do estádio foi tranquila,e também voltamos de táxi.


No Domingo, acordei um pouco tarde, e o que me estimulou a deixar a cama foi a ligação de meu pai, pois ele me avisou que a África do sul estava ganhando da Espanha na disputa pela 3 colocação na copa das confederações. Liguei a tv, queria muito ver a Espanha se dando mal, mas infelizmente, Guiza fez 2 gols em menos de 2 minutos, mas no finalzinho, uma cobrança de falta celou o empate no tempo normal: os sul africanos faziam festa, embora alguns tivessem deixado o estádio. Na prorrogação, a Espanha fez um gol e acabou com a 3ª colocação, mas o que importa é que a África do sul deu um ‘trabalinho’.

Saí em direção ao Parque Antártica quando o jogo do Brasil já tinha começado. Andando pela avenida Consolação, por todos os bares, padarias e lanchonetes que passava, olhava se tinha uma tv ligada, queria saber o que estava acontecendo no jogo, e no meio do caminho vi que os Estados Unidos abriu o placar. Chegando na estação da consolação para encontrar meu amigo, soube que os EUA ja ganhavam por 2 a 0! Quando fomos pegar o ônibus, ao menos o Brasil havia feito um gol, no iniciozinho do 2º tempo. O ônibus não demorou e logo estávamos no Parque Antártica, e como o jogo do Palmeiras era só 18:30, tomamos uma cerveja gelada e vimos o Brasil vencer e ser campeão!

Eu fui de casaco preto para o Parque Antarctica, e preto é uma das cores do Santos, embora eu não soubesse que uma cor tão comum poderia incomodar. Fiquei com medo, e para evitar qualquer dúvida que eu estava li par apoiar o Palmeiras uni o útil ao agradável:comprei uma camisa do Palmeiras para me 'camuflar de palmeirense' e aumentei minha coleção de camisas de times de futebol! Muitas histórias o futebol me proporciona, e eu não consigo viver sem futebol: para aonde quer que eu vá,tenho que conhecer o estádio local, comprar uma camisa do time da região, não importa se seja em Barcelona ou Itabaiana, em Sergipe.



Infelizmente o Internacional venceu: eu sequei muito os colorados para eles terminarem o mês de junho sem vitórias e com apenas 1 gol marcado, mas de qualquer forma, eles fizeram muito pouco nesse mês, e vamos ver a final da copa do Brasil quarta-feira, promete ser jogão, assim como a semi-final da Libertadores entre Grêmio e Cruzeiro, e ambas as partidas serão em Porto Alegre.

Até mais!

Domingo, 21 de Junho de 2009

Resenha esportiva semanal

Quinta-feira, 25 de junho

Quem diria: o Internacional tão paparicado do primeiro semestre no domingo levou 4 a 0 do Flamengo! Hoje a equipe gaúcha, que não venceu no mês de junho e não marca gols há 3 partidas (e nesse mês marcou apenas no empate contra o Cruzeiro), joga no Beira-Rio contra a LDU do Equador pela recopa Sul-americana. Não só é importante ganhar, como fazer um bom saldo para o jogo de volta em Quito ser mais tranquilo e no ano do centenário o Colorado faturar ao menos 2 taças (ja venceu o campeonato gaúcho).

A copa das confederções só tinham duas seleções que se destacassem, que 'desequilibrassem' o nível frágil das equipes: Espanha e Brasil. Ambas com 100% de aproveitamento na 1ª fase, tinham tudo para fazer a final do torneio. No grupo da Fúria, duas seleções se despediram sem marcar gols: o saco de pancadas Nova Zelândia e o surpreendente Iraque, que segurou os anfitriões sul-africanos e por pouco perderam da Espanha. Esperava-se mais empenho dos iraquianos contra os neo-zelandeses, mas a seleção do técnico Bora se despediu da competição com a esperança de ser surpreendente, mas tendo feito muito pouco para ser taxada de 'revelação do futebol'.

No grupo B, o Brasil deu um show sobre a Itália: 3 a 0, todos os gols no primeiro tempo. Poderia ser uma goleada histórica, mas essa vitória relativamente elástica foi suficiente para tirar a Azurra do torneio e classificar o surpreendente Estados Unidos, que haviam perdido os 2 primeiros jogos e que nem de longe era favorito contra o Egito, que jogou bem contra o Brasil e venceu a Itália.

Ontem, os EUA aprontaram mais uma! Venceram a toda favorita Espanha por 2 a 0 e espera a outra semi-final: uma seleção que nem se esperava ver na 2ª fase. Se o Brasil passar pela África do sul, pela 1ª vez na história da copa das confederações seleções do mesmo grupo da 1ª fase se enfrentarão na decisão.

Na libertadores, o Cruzeiro venceu o Grêmio por 3 a 1, mas o futebol foi o tema menos importante: num jogo em que o juiz levou pontapé por um dos jogadores do Grêmio que lhe cercaram para fazer reclamação, para logo em seguida, se contundir e ser substituído pelo árbitro auxiliar e de quebra, Maxi Lopez ter parado na delegacia acusado de racismo, as coberturas se basearam em diversos temas que não a bola na rede, que balançou 4 vezes. Até mais!

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Uai tchê!

Libertadores 2009 terá duelo quente no inverno, com sabor de pão de queijo e churrasco, cachaça e chimarrão.

O Grêmio ja havia garantido a sua vaga ontem, ao empatar em casa contra o Caracas. Como o regulamento da Libertadores prevê que, em caso de duas equipes do mesmo país se classificarem para a semi-final, devem se enfrentar nessa fase (a fim de evitar uma final com equipes do mesmo país, como ocorreu em 2005 e 2006), os tricolores dos Pampas esperaram a partida dessa 5ª feira no Morumbi para conhecer o seu adversário.

O Cruzeiro havia vencido por 2 a 1 no jogo de ida, no Mineirão. Uma vitória simples de 1 a 0 daria a vaga ao São Paulo, mas o gol demorou para sair, e quando saiu, veio com a assinatura do Cruzeirense Henrique: uma bomba de longe com efeito, sensacional! Faltando 10 minutos para a partida terminar, André Dias desvia uma bola com a mão dentro da área, e como ja tinha amarelo, foi expulso. Com 2 a menos (Eduardo Costa ja havia sido expulso no fim do 1º tempo), a 10 minutos de acabar o jogo e com um pênalti contra, não havia mais esperança: Kleber bateu com confiança e marcou! Pela 4ª vez consecutiva o São Paulo foi eliminado na libertadores por uma equipe brasileira: em 2006, perdeu a final para o Internacional, em 2007, nas oitavas pelo Grêmio, em 2008, para o Fluminense nas quartas e hoje, pelo Cruzeiro nas quartas. Há 6 anos consecutivos disputando libertadores (um recorde para times brasileiros) esse ano o São Paulo pode não conseguir a desejada vaga: o campeonato brasileiro promete ser muito mais disputado.

Na outra semi-final, o Estudiantes, que ja havia vencido fora o Defensors do Uruguai, venceu também dentro pelo mesmo placar (1 a 0). O Estudiantes enfrentará o Nacional, e o detalhe mais interessante: o Nacional não chega a uma final desde 1988 (a última conquista desse torneio pelo futebol uruguaio) e o Estudiantes, que não chegava a uma semi-final há 26 anos, há 38 não chega na final e há 39 não vence o torneio! Quem passar dessa semi-final pode até não ser campeão, mas vai quebrar um tabu incômodo, com certeza! Ja do lado brasileiro, ambas as equipes lutam pelo tri-campeonato: o Grêmio ja foi também 2 vezes vice, ja o Cruzeiro, apenas 1. Há 32 anos 2 equipes brasileiras fora do eixo Rio-Sp chegam a uma semi-final de libertadores: 1977, Cruzeiro e Internacional foram do mesmo grupo B do triangular semi-final, e o vencedor de cada triangular iria para a final. Nessa ocasião, os mineiros lideraram e enfrentaram na final da Libertadores, que o derrotou, sendo esse o único vice da Libertadores na equipe azul.

Vale lembrar: uma dessas 4 equipes disputará o mundial de clubes no final do ano, nos Emirados Árabes. Será que nós sul-americanos estamos bem representados? É esperar para ver: o Nacional tem 100% de aproveitamento em mundiais (3 libertadores e 3 mundiais). Ja o Estudiantes também ganhou 3 libertadores, mas apenas 1 mundial. O Grêmio Ganhou 2 libertadores e 1 mundial e o Cruzeiro tem 2 libertadores e nenhum mundial. Que um desses 4 seja forte o suficiente para encarar o Barcelona!