Um clima de euforia tomou a torcida do Bahia, que além de estar feliz com a vaga para a Sul-Americana, terá como fornecedora de material esportivo a Nike. Há motivos para se gabar? A marca americana já recebeu inúmeras denúncias de exploração em países subdesenvolvidos da Ásia, onde a mão de obra é mais barata. Num amistoso entre Brasil e Holanda, na Fonte Nova, em 1999, uma faixa da Nike cobriu o círculo central do campo minutos antes da partida, provocando vaias dos espectadores, ainda desconfiados de que o fiasco na Copa de 98 tenha sido uma conspiração da marca americana, fazendo a Seleção Brasileira, vestida de Nike, perder para a França (patrocinada pela Adidas) por 3 a 0.
A Nike vai pagar para o Bahia quatro vezes mais que a Lotto, segundo o presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho. Esse é o maior motivo para vangloriar a vinda da empresa ao Esquadrão de Aço, que terá mais recursos para montar um time mais competitivo – embora as contratações e renovações estejam demorando bastante. Porém, a questão do status tem feito a rivalidade Ba-Vi sair das quatro linhas, já que o Vitória é patrocinado pela marca nacional Penalty.
A marca não faz uma equipe ser vencedora. Corinthians, São Paulo e Internacional foram os últimos brasileiros a vencerem o mundial de clubes, em 2000, 2005 e 2006, respectivamente. Ambos trajavam Topper. O Flamengo teve a Nike estampada em sua camisa por sete anos. No ano em que rescindiram com o fornecedor, em 2009, acabaram sendo campeões brasileiros vestindo Olympikus, quebrando um jejum de 17 anos sem vencer o título nacional.
O torcedor, em geral, responde mais pelo coração do que pela razão, especialmente se for numa discussão com um rival, onde até o fornecedor de material esportivo vira chacota. Mas acho que o tricolor tem que ter em mente que a honra maior é a da Nike, que vai patrocinar um grande time como o Bahia, e não o contrário.
Na minha opinião, dois fatos simbolizaram os anos 2000. A eleição de Barack Obama e as dez estatuetas conquistadas pelo filme “Quem quer ser um milionário?” apontavam uma quebra de paradigma inimaginável há 10 anos. Na semana da consciência negra, em 2008, um homem negro foi eleito o presidente dos Estados Unidos, a maior potência econômica do planeta. Menos de um ano depois, um filme estrelado por indianos e ambientado na Índia foi reconhecido por Hollywood como a melhor obra cinematográfica do mundo, em 2009. Aqueles fatos eram um aperitivo para o que viria na década seguinte. E 2011 não decepcionou as pretensões de quem acredita em mudanças significativas na sociedade.
A primavera árabe foi a transformação mais significativa deste ano. Populações controladas pelo medo se rebelaram contra regimes sanguinários e covardes, e o saldo, até o momento, são mais de 30 mil mortos e algumas reivindicações conquistadas pelos manifestantes, a exemplo do exílio de alguns ditadores, como o ex-presidente do Iêmen, Saleh, que deixou o poder após 33 anos, disposto a conciliar novas eleições em dois anos. Há quem diga que os povos do norte da África e oriente médio estão acostumados com o regime ditatorial e o vácuo deixado pelos antigos líderes não poderá ser preenchido com a democracia. Isso só o futuro irá dizer, mas assim como a Revolução Francesa, a Primavera Árabe tem inspirado diversos movimentos pelo mundo, até mesmo no futebol. Torcedores de Palmeiras e Bahia que querem eleições diretas em seus clubes afirmam que suas inspirações foram os movimentos ocorridos no Oriente Médio a partir do final do ano passado.
Será que o mundo está mudando para melhor? É bom não fazer qualquer tipo de prognóstico precipitado, afinal, a Primavera Árabe, que completou um ano anteontem, 17 de dezembro, ainda terá muita água para rolar. Enquanto os árabes buscam mudanças radicais em suas estruturas políticas, aqui no Brasil a Copa de 2014 parece fazer a população esquecer suas necessidades básicas. Soteropolitanos manifestaram sua indignação por serem negligenciados pela FIFA na escolha das datas do Mundial. A primeira capital do país só receberá a Seleção Brasileira se esta terminar na segunda colocação do grupo e passar pelas oitavas de final. João Saldanha diria que "se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminaria empatado". Serão precisos muitos "trabalhos" para fazer a equipe canarinha não terminar a primeira fase na liderança, mas quem duvida do povo baiano?
Brincadeiras à parte, o evento da FIFA pretende driblar algumas regras estabelecidas pelas leis brasileiras, a exemplo do consumo de bebidas alcoólicas em estádios e a venda de ingressos a meia-entrada para estudantes e idosos. A Lei Geral da Copa foi assinada pela presidente Dilma Rousseff, que não se mostrava tão subserviente ao órgão máximo do futebol como seu antecessor Lula. Agora, a Lei Geral da Copa será discutida no plenário da Câmara do Senado e precisa ser assinada pelos seus membros para que o evento seja “oficializado”. Essa questão vem sendo questionada inclusive por gente de fora, como o jornalista escocês Andrew Jennings. Autor do livro Jogo Sujo - O Mundo Secreto da FIFA, Jennings se tornou conhecido no Brasil após duas participações no programa Bola da Vez, da ESPN, e de ter prestado depoimento na Câmara dos Deputados, em Brasília, esclarecendo os interesses da FIFA com a realização do Mundial e defendendo a soberania do Estado Brasileiro.
Romário: a surpresa e decepção do ano na política
Andrew Jennings parecia ter um aliado e tanto na Câmara. Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, o ex-jogador Romário havia sido eleito sob muita desconfiança, numa época em que o palhaço Tiririca havia levado a maior quantidade de votos do país com o slogan "Vote em Tiririca, pior do que tá não fica". No entanto, Romário mostrou ser diferente dos candidatos folclóricos e se tornou assíduo frequentador das audiências, além de questionar constantemente os métodos para a realização da Copa de 2014. O ex-jogador deu esperanças a muitos brasileiros quando se pronunciou sobre o presidente da CBF Ricardo Teixeira e o secretário geral da FIFA Jerome Valcke.
Na última sexta-feira, porém, Romário se reuniu com Ricardo Teixeira e o também ex-atacante Ronaldo, que ganhou um cargo no COL, Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, na sede do COL, no Rio de Janeiro. O discurso conivente do deputado federal decepcionou todos que depositaram nele as esperança de busca por transparência no mundial. Terá sido apenas uma recaída de quem por tanto tempo foi amigo do ex-presidente do Vasco Eurico Miranda, ou Romário resolveu "trocar de time?". Só o tempo irá dizer.
Após episódios bizarros em Campeonatos Brasileiros, a CBF decidiu realizar os principais clássicos regionais na última rodada da Série A, para evitar constrangimentos como na última rodada do Brasileirão de 2009, em que o Grêmio entrou em campo com o time reserva para enfrentar o Flamengo, no Maracanã. O triunfo da equipe carioca livraria qualquer possibilidade de o rival do Grêmio, o Internacional, levar o trofeu para casa, e o rubro-negro fez sua parte, se tornando campeão. A partir desse ano, oito clássicos regionais esquentam a última rodada, evitando especulações de “entrega”.
Porém, nem todos os clubes têm rivais na Série A. O Bahia, livre do rebaixamento, recebe um Ceará desesperado em vencer para escapar da segundona. Essas equipes só vão se enfrentar na última rodada porque Vitória e Fortaleza, seus respectivos rivais, estão fora da elite do futebol nacional. Mas uma nota oficial no site do Bahia tem dado o que falar. Ao parabenizar, no sábado, Sport e Náutico pelo acesso à Série A, ressaltando a força do futebol nordestino, o texto desejou também boa sorte para o alvinegro cearense. Embora a nota tenha sido escrita antes da partida desse fim de semana, era evidente que o triunfo do Cruzeiro sobre o Ceará seria melhor para as pretensões do Bahia, que enfrentou o Santos e, caso perdesse, teria que lutar contra o rebaixamento enfrentando o Ceará na última rodada. Para alívio dos tricolores, o empate em 1 a 1 com o Santos, aliado a derrota do Atlético Paranaense para o América Mineiro e o empate entre Ceará e Cruzeiro, garantiram o time na primeira divisão do ano que vem.
NOTA NO SITE DO BAHIA GERA POLÊMICA
A nota oficial no site do Bahia não foi editada até agora e os rumores andam soltos entre torcedores e cronistas esportivos, como o comentarista da ESPN Leo Bertozzi, que levantou a polêmica em seu blog. "Parece óbvio que o objetivo principal do clube tem de ser a vaga continental. E o torcedor, como pensa? Manifestem-se", solicitou. Alguns tricolores que comentaram em seu blog já tinham até criado um suposto movimento, o M.E.B. (Movimento Entrega Bahia). "Sou torcedor do Bahia e quero entrar no M.E.B - Movimento Entrega Bahia. Vamos devolver a gentileza que eles fizeram", opinou Lincoln, se referindo aos 7 a 0 sofridos em 2003, que rebaixou o tricolor. Porém, boa parte do movimento nada tem haver com o "fortalecimento do futebol nordestino". Boa parte dos que pedem a entrega do Bahia são torcedores do Atlético Mineiro. "Entrega Baea!!! Vai ter trio elétrico no Bar do Peixe! É Carnaval em BH!!!!", comentou o atleticano Bessas.
Em meio a opiniões divididas entre torcedores de diversos times, o fato é que o Bahia fez uma campanha muito ruim dentro de casa no Brasileirão: foram seis vitórias, sete empates e cinco derrotas, logo, não será algo de outro mundo se o tricolor perder. Para o torcedor do Fortaleza Fawber Gladson Quintino, o tricolor não deve abrir mão de disputar um torneio internacional, o que não acontece há 21 anos. "Se o Bahia abrir [as pernas] e o cruzeiro ganhar e ai como fica quem vai pagar pelo prejuízo de abrir mão de uma sul-americana?", contesta.
BAIRRISMO
“Secar” o rival (torcer contra) é natural. Mas a região Nordeste, ao longo da história, tem dado exemplos de bairrismo que não existem em outros cantos do país. Na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1975, o Estádio do Arruda estava repleto de torcedores do Sport, Náutico e América-PE, que levaram suas bandeiras e se uniram ao lado dos tricolores para apoiar o Santa Cruz no duelo contra o Cruzeiro. O Santa perdeu e não pôde disputar a decisão contra o Internacional, mas certamente Pernambuco se entristeceu com a derrota. No ano passado, assistindo a Brasiliense x Náutico pela Série B (13/11/2010), me assustei com uma cena inusitada: um rapaz com camisa do Sport no meio da torcida do... Náutico! Os comentaristas do PFC repercutiram a cena. Quando o Timbu fez o gol, o rubro-negro se uniu aos alvirrubros na comemoração. Será que em Pernambuco há mais exemplos desse tipo do que em outros lugares pelo mundo?
Combinando ou não, os clubes de Recife vivem em sintonias parecidas. Em 2001, Santa Cruz e Sport foram rebaixados para a segunda divisão. Em 2005, Santa Cruz e Náutico disputaram o quadrangular final da Série B, houve um movimento para que ambos subissem, mas o Timbu não conseguiu vencer o Grêmio com quatro jogadores a mais (a “epopeia” gaúcha ganhou o nome de “Batalha dos Aflitos”). No ano seguinte, o Santa viveu a tristeza do rebaixamento enquanto Sport e Náutico foram promovidos para a Série A. Em 2011, os três clubes de Recife subiram: o Santa Cruz ascendeu para a Série C e Sport e Náutico para a elite do futebol nacional.
A semelhança entre todas as torcidas nordestinas, porém, não se resume a campanhas nas competições nacionais. Muitos torcedores de times da região questionam a “mídia do eixo”, que estaria dando pouco espaço aos clubes nordestinos. “Só assim pra o Bertozzi dar destaque ao Baêa, lógico que de forma negativa. Esta é a verdadeira imagem que eles têm do nosso futebol: timinhos sem caráter, com torcidas folclóricas, doidas para entregar a rapadura ao primeiro aceno”, questionou o torcedor do Bahia Jorge Ramos, no blog do comentarista da ESPN.
PROBABILIDADE
Matematicamente, o Cruzeiro tem 19,8% de chances de cair, segundo o site Chance de Gol. O Ceará tem 84,8%. Porém, há quatro anos, um episódio semelhante deu pistas de como os matemáticos podem estar errados. Corinthians e Goiás brigavam para não cair, e o time paulista era favorito a escapar da degola na última rodada, pois estava fora do Z-4 e dependia apenas de si. No entanto, a partida do Corinthians seria fora de casa, contra um Grêmio motivado em conseguir vaga na Libertadores e, de quebra, rebaixar um dos clubes mais odiados do país. Já o Goiás, precisava torcer por derrota ou empate do Corinthians e vencer, em seus domínios, o desmotivado Internacional, que além de não almejar nada, havia perdido o título brasileiro dois anos antes justamente para o Corinthians. Pesquisas feitas na época apontavam que a maioria dos colorados torciam para que o time de coração entregasse a partida para o alviverde goiano. Corinthians e Grêmio empataram em 1 a 1, o Goiás venceu o Internacional e o segundo clube de maior torcida do Brasil foi rebaixado, contra os prognósticos matemáticos.
Para a última rodada do Brasileirão 2011, o Cruzeiro recebe o Atlético Mineiro na Arena do Jacaré, em Set Lagoas. Em clássicos entre as duas equipes, o estádio só pode ser ocupado pelo torcedor da equipe mandante. Os atleticanos não poderão presenciar um eventual rebaixamento, mas estarão com o radinho ligado entre as partidas de Salvador e Sete Lagoas. Desde o primeiro campeonato nacional, chamado de Taça do Brasil, em 1959, o Cruzeiro só deixou de participar de quatro Brasileirões: 1959, 1963, 1964 e 1965. Na época, as melhores equipes nos estaduais garantiam vaga no Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro nunca foi rebaixado.
O Ceará venceu o Bahia por 3 a 0 no jogo de ida, em Fortaleza
"Série B é briga de foice no escuro", dizem os comentaristas mais exaltados. Na selva da segunda divisão, porém, é o leão quem tem gritado mais alto. Ou melhor: os leões. A Portuguesa de Desportos se sagrou campeã no dia 8 desse mês, ao empatar como o Sport num duelo em que ambas equipes tem como mascote o rei da selva. Se a equipe paulista levou a competição com tranqulidade, outros três leões brigam por uma única vaga do acesso: Sport, Bragantino e Vitória. Quem quer que suba, entrará no lugar de outro leão, o Avaí, que já está matematicamente rebaixado para a Série B.
Outro animal que tem chamado atenção em 2011 é o galo. Se na elite do futebol brasileiro o Atlético Mineiro não tem representado bem a ave, uma outra equipe de Minas Gerais "cocoricou" tão alto que levou um título nacional. O Tupi de Juiz de Fora foi campeão da Série D ao vencer o Santa Cruz por 2 a 0, em pleno Arruda lotado. Próximo do seu centenário, o galo carijó, como é chamado o time do interior de Minas, conseguiu seu primeiro título nacional, batendo a equipe pernambucana nos dois jogos.
Outro galo pode se tornar campeão nacional ainda em 2011. O CRB de Maceió é finalista da Série C. Precisa superar o Joinville de Santa Catarina, que tem como mascote um coelho. Nada mal para quem já bicou até dragão (o América de Natal).
O triunfo, de virada, sobre o Atlético Mineiro, de 2 a 1, domingo passado, para muitos, “carimbou” o título de campeão para o Corinthians. Você pagaria R$ 4 milhões pelo título Brasileiro? Sem ter colaborado com a equipe nas três partidas que havia entrado em campo pelo Campeonato Brasileiro da Série A de 2012, Adriano fez um gol no finzinho do jogo e a equipe paulista se mantém na ponta da tabela faltando apenas duas rodadas para o término da competição. Os R$ 300 mil mensais, gastos em oito meses desde que o atacante chegou ao Parque São Jorge, equivalem a R$ 4 milhões, mas muitos torcedores não se importam com a fortuna investida caso o Corinthians leve o título.
Mas, por experiência própria, o clube paulista sabe que um título não é garantia de paz a longo prazo. Em 2005, o Corinthians firmou uma parceria com a empresa MSI, que montou um elenco com grandes jogadores. O clube paulista foi campeão naquele ano, mas foi rebaixado para a segunda divisão dois anos depois, na mesma temporada em que se deu o fim da pareceria e o Ministério Público congelou os bens da MSI no Brasil, após denúncias de lavagem de dinheiro.
Com 1,89 m de altura, o peso ideal de Adriano seria 87 kg. Quanto mais acima do peso o atleta, mas propenso a contusão ele está, pois está carregando alguns quilos a mais do que pode sustentar. O atacante assinou contrato em 25 de março desse ano, fora de forma. No dia 19 de abril, um rompimento nos ligamentos do tendão de aquiles prolongou sua estreia, que deveria acontecer em meados de maio.
O “imperador”, como é chamado, entrou em campo pela primeira vez com a camisa do alvinegro em 9 de outubro, no Pacaembu, quando a equipe do Parque São Jorge já vencia por 3 a 0 do Atlético de Goiás. O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, porém, nunca se mostrou preocupado com o atraso da estreia. Ao saber que Adriano bebeu um chopp num dia de folga, no Rio de Janeiro, mostrou-se indiferente a polêmica. “Bebeu só chope? Poderia ter tomado whisky, porque chope engorda. Eu não sou babá de jogador. Treinando no horário dele, ele que encha a lata. Na folga dele, ele faz o que achar melhor”, comentou, mostrando não ligar para a demora de Adriano em entrar em campo.
Há uma semana, escrevi uma postagem intitulada "O que se perde sem as redes sociais?", abordando meu ponto de vista sobre o vício causado pelo Facebook, twitter e afins. Pensei em me "excluir" do mundo digital, mas depois de tomar conhecimento de uma experiência sobre autocontrole, mudei meus conceitos.
O estudo em questão foi feito pela Universidade Stanford, coincidentemente a mesma em que o fundador do Orkut, o turco Orkut Buyukkokten, fez pós-doutorado em ciência da computação no tempo em que criou o viciante site dos anos 2000, que atualmente se encontra em decadência.
Na década de 60, Stanford recrutou algumas crianças e, para testar o autocontrole, colocou um pedaço de marshmallow na frente de cada uma delas. Instruídos por uma mulher, que prometia dar mais um marshmallow se estas resistissem a não comer o doce, os pirralhos ficaram azucrinados, e a maioria não conseguiu adiar a satisfação pelo prazer imediato. Descobriu-se com isso que os que resistiram se tornaram pessoas com mais capacidade de autocontrole, além de outras virtudes, como persistência e maior tolerância à frustração.
Sempre há tempo de cortar hábitos destrutivos. Ter uma ferramenta viciante por perto pode ser um teste, e a busca pela autoaprovação é diária. Vejam o vídeo da experiência com as crianças, com legenda em português.
Eu pensei em deletar minha conta em todas as redes sociais. Se isso acontecer, não terá sido um ato inconsequente. Coloquei na balança as vantagens e desvantagens de estar incluído no mundo digital, e descobri que a mantenho mais por questões profissionais. Numa eventual entrevista de emprego - essas coisas podem acontecer a qualquer momento - não pega bem afirmar que não tem Facebook. Os discursos são pomposos: "é a janela para o mundo", "é fazer parte da sociedade", “jornalista precisa saber o que está acontecendo a sua volta”, e por aí vai. No final das contas, porém, ninguém tem controle sobre si mesmo quando o assunto é internet.
Provavelmente as redações não bloquearam as redes sociais porque estas são ferramentas de trabalho. Inúmeras pautas surgem através de comentários inusitados nestes sites. Mas, assim como podem ser a salvação para cumprir o número mínimo de notícias a serem publicadas diariamente, Facebook e twitter distraem, e não digo apenas por mim mesmo: conheço muita gente, de todas as áreas, que revelam ter dificuldade para se focarem no trabalho ou estudo graças a estas ferramentas viciantes. Não é preciso nem guardar sigilo: pela timeline dos usuários, dá para perceber a frequência de publicações, algumas delas, inclusive, de desabafo, mostrando indignação por não saber conciliar as redes sociais com as obrigações.
No dia que eu me sentir seguro para "me livrar" das redes sociais, eu farei. O estilo de vida da sociedade mudou para pior em alguns aspectos. Com os celulares com acesso à internet cada vez mais popularizados, se tornou comum ver alguém conversando no chat em pleno barzinho, quando que poderia estar interagindo com quem está próximo. Enquanto não tenho coragem, tento diminuir o tempo que uso com tais "vícios".
Eu estou no 8º semestre de jornalismo, e espero com a minha profissão ser muito feliz e fazer desse mundo um lugar melhor e mais justo. Há 9 sessões em meu blog:Cantinho Zen:metáforas para começar bem o dia.Cotidiano: notícias atuais. Esportes: especialmente futebol.Futebolnordestino.com.br:minhas postagens nesse site.Minha arte: meus textos com linguagem literária (não jornalística). Música: Do Rock Indie ao comercial.Política: Um toque de história com os dias atuais. Reflexões: investigações para dentro de si, buscando na minha alma respostas que o mundo muitas vezes não me dá.Trabalhos da faculdade: O que faço em em sala. Viagem para a Europa: meu diário nos 2 meses em que morei em Salamanca.
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