sábado, 27 de setembro de 2008

Olhando para dentro de si

Em blogs de estudantes de jornalismo, como eu e meus colegas que tanto leio os blogs são, há uma tendência a se abordar assuntos que fujam da metódica técnica que teremos de aceitar imposição se quisermos nos fixarmos num emprego.
Mas a vida é muito mais do que trabalho, e em qualquer área que um jornalista trabalhe, sempre haverá espaço para olhar para dentro de si e escrever de forma menos pragmática; Não há assuntos de economia e política que não possam ter um cunho mais humanístico, buscando interpretar a mente dos executores das ações e as raízes do que levaram a situação atual chegar aonde chegou, e não apenas apontar as falhas no presente(coisa que a imprensa conservadora faz para nos fazer esquecer toda a exploração exercida sobre o povo, e este adotar uma postura mais conformista). Há matéria sobre inovações tecnológicas que podem dividir os termos técnicos com o coração de quem a escreve: porque não falar de sentimentos num artigo que aborde os avanços da ciência num dia que justamente o jornalista especialista na área descobriu que sem olhar para dentro de si, não há números que justifiquem nossas sensações perante o produto a ser comercializado?
Não devemos ter vergonha de expor nossas sensações, nem achar que uma dose de emoção 'estraga' o jornalismo sério e imparcial: não há máquinas escrevendo, e sim seres humanos, que por mais que disfarcem, em alguma parte do texto mostrará parte de sua intimidade, porque não se vive apenas dentro de uma redação, e o que se escreve dentro de uma redação nada mais é que prestação de serviços para outros seres humanos que buscam através destas informações melhorarem inclusive suas vidas pessoais.
É preciso 'desmistificar' o jornalista (digo isso porque eu mesmo luto todos os dias para desmistificar estes e enxergá-los como o que serei daqui pra frente, mesmo sabendo que sempre serei eu, com mudanças provocadas com a experiência de vida, mas com uma mesma essência) e enxergá-los como seres humanos, que podem ser vistos em lugares comuns, que estão presentes na cena cultural mesmos que não estejam trabalhando e que podem pecar por falta de formalidade em momentos apropriados para esta, mas que justamente, buscam a meta de balancear suas ações de acordo com o que se pede no momento.

Um comentário:

Paula Morais disse...

Rá, gostei da nova aparência do blog, mas uma dica: aumente um pouco a fonte da letra, está um pouco cansativo ao se ler, por conta disso, está quase 'invisível', só uma dica.

Bom, a quebra de padrões com certeza não é para muitos. É preciso ter coragem para fazer tal e ato, sendo esse podendo até acontecer de não ser bem sucedido ou aceito. No entanto, também não concordo com o jornalista em ser 'quadrado', sei lá, por mais que tenha de ser imparcial, que tenha um jeito próprio de escrever, não que precise ser explícito em relação a sentimento e blablabá, mas acho q o jeito único de escrever já é um grande passo, coisas muito iguais e rotineiras perdem o brilho e tira o gostinho ótimo de ler um bom artigo, crônica, matéria ou qualquer outro estilo textual.