O que vocês acham da participação do futebol na literatura brasileira? Ela transmite a paixão dos brasileiros por este esporte?
Vá a uma livraria e procure em várias pratileiras livros que falem sobre futebol. Sua busca será bem sucedida: biografias de grandes craques, histórias das copas, livros de fotografia e crônicas fazem torcedores apaixonados levarem para casa suas futuras relíquias, que estarão na estante divididas com dvds, álbuns de fotos e enciclopédias. Mas na literatura propriamente dita, o futebol ainda não é um assunto de tanto destaque, e diversos motivos levam a isto.
Para começar, a maioria dos escritores talvez evitam escrever sobre este assunto por medo de ser fiasco em vendas, ja que o perfil dos leitores de romance geralmente se inclina para pessoas mais instruídas, e sendo o futebol popular, não iria atingir a massa de torcedores que tanto vão ao estádio, ja que estes lêm muito pouco (ou quase nada). Não é que o brasileiro leia pouco sobre futebol: é que o brasileiro lê pouco, segundo pesquisas, e então, o perfil de sua literatura não é um retrato fiel da sua sociedade.
Por melhor que seja o escritor, é muito difícil traduzir em folhas de papéis frias tamanho sentimento de euforia causado por um jogo que move histórias, mas infelizmente poucas delas viram enredos de aventura (o cinema tem muito mais histórias de ficção do que na literatura). Talvez, assuntos ganhem a literatura em um prazo de tempo maior: o futebol tem pouco mais de 100 anos enraizados em nossa cultura, enquanto temas como nacionalismo, guerra, traição e miséria perduram até hoje há séculos e assim, sendo parte antiga da história do país, se tornam mais aptas para uma tradução de pensamentos para folhas de papel. Talvez com o tempo o futebol enriqueça mais as livrarias do país, e não apenas com livros de almanaques de dados e estatísticas que não chegam a entrar no campo da arte. As livrarias do Brasil ja estão repletas de almanaques de futebol, do Piauí a São Paulo: está faltando mesmo são histórias de ficção com a bola.
Quem conhece fotografia sabe o que é profundidade de campo, mas não custa relembrar: é a área nítida localizada atrás e à frente do objeto que se tomou como referência para ser focalizado, ou seja, você foca em algo, e o que tiver na frente ou atrás desse elemento é a profundidade de campo.
A depender do seu objetivo, você pode tirar a foto com muita profunidade: assim, mesmo o objeto não focalizado vai estar nítido (a exemplo da foto abaixo em que se focalizou o Monte Fuji mas a lagoa e seus prédios a frente apareceram nítidos...) ou pouca profundidade, pois te interessa apenas mostrar com nitidez o objeto fotografado, logo, o 'resto' deve sair embaçado (a exemplo da foto abaixo em que se focalizou Kaka e se embaçou o que estava atrás, no caso, a arquibancada lotada de torcedores, dando uma sensação de que Kaka é o centro do espetáculo e só ele interessa a imagem).
Sabem o que faz a profundidade de campo mudar? É a abertura do diafragma (está em um dos anéis da objetiva). Para fixar na mente sem decoreba, pense no seguinte: há uma atividade de fotografia em que se pega uma lata de leite Ninho e se faz um buraco bem pequeno e se tampa com adesivo. Se coloca um filme fotográfico dentre da lata (que será preenchido depois com a luz passado pelo buraco) e se tira e coloca o adesivo rapidamente (se o buraco ficar aberto por muito tempo queima a foto - no caso, esse controle da luz é função do obturador, que está no lado esquerdo de sua máquina junto com o controle do ISO). O buraco é pequeno justamente para se ter bastante nitidez da foto, e quanto maior fosse, mais embaçada a foto seria, logo, quando mais aberto estiver o diafragma, mais a profunidade de campo estará embaçada (dando prioridade ao objeto fotografado), e quanto mais fechado, mais nitidez para tudo. Regule o diafragma de acordo com o seu objetivo na foto.
A distância entre o objeto focalizado e a profundidade de campo também influenciam na nitidez. É muito difícil, numa foto para jogo de futebol, embaçar toda a torcida, porque a arquibancada está muito próxima do campo, a exemplo da foto abaixo, em que o foco está em Ronaldo mas as placas de publicidade e fotógrafos atrás do gol podem ser vistos apenas 'levemente embaçados'. Ja no caso de paisagens naturais, como a do exemplo mais acima do Monte Fuji, fica a seu critério embaçar ou não a profunidade de campo.
Outro fator é a lente: há lentes que conseguem embaçar mais que outras, mesmo em curtas distâncias, e lentes mais potentes são muito usadas por fotógrafos a beira do campo de futebol, porque eles precisam trabalhar com a curta distância entre jogadores e torcida.
Por fim, elementos da natureza também se fazem presentes, contrariando qualquer técnica de diminuição de diafragma, distâncias pequenas e lentes: chuva e vento, com seus movimentos, podem embaçar a profunidade de campo e dar a impressão que se quis uma foto com pouca profundidade de campo, como na foto de Kaka mais acima (mesmo a distância entre a torcida não sendo tão grande, a chuva ajudou a não dar nitidez a profunidade de campo). Vale lembrar que é mais fácil embaçar o que está na frente do que o que está atrás (isso sem levar em conta as distâncias entre o objeto).
Como pode um garoto de favela ter tanto conhecimento geral a ponto de ganhar num programa de perguntas e resposta o equivalente ao que geralmente um intelectual ou doutor ganha? A verdade é que, embora a leitura seja importantíssima, a maior parte do conhecimento de nossas vidas vem das nossas próprias histórias, e vivendo o inesperado ao mesmo tempo em que se escolhe que trilha seguir faz com que possamos construir nossa própria bagagem, uma bagagem de informação própria, que nos ajudará para os futuros desafios da vida. São essas e várias outras reflexões que o filme ''Quem quer ser um milionário?''(maior ganhador do Oscar esse ano, está estreiando no Brasil essa semana) passa. Ganhar muito dinheiro é um valor universal? Ou é cultural? E sendo cultural, podemos renegar tal valor? Nós seres humanos, embora submetidos a um conjunto de normas sociais, podemos transgredir a trilha que nos empurram, e escolher que caminho nos levará depende de nossas crenças, e acima de tudo, de nosso coração. Afinal, quem não ouviu a famosa frase ''Siga o seu coração?". Pessoas não são folhas de papel em branco em busca de se preencher desenhos da modernidade: por mais que busquemos nos enriquecer com novas histórias, as histórias passadas não nos abondona, e Jamal (o protagonista do filme) não fez nenhum esforço para usar de suas sofridas lembranças em prol de uma causa mais nobre do que a maioria das pessoas imagina que seja: lembrar das perguntas de um 'game-show' e acertá-las não é prova de genialidade, afinal, ele é um representante do povo que conseguiu vencer. Não fugimos da nossa história: quando menos esperarmos, ela virá até nós, fazendo nos lembrar quem somos, fazendo-nos perceber que memórias tristes não devem ser apagadas, e sim lembradas para ser usado a nosso favor quando precisarmos. O ser humano é capaz de mudar? O filme '16 Quadras' prova que sim, e eu realmente acredito, embora não seja algo tão certo, e que boa parte de nossa índole se constrói na infância, e é baseado nisso que as histórias de Jamal (personagem principal) e Salim (seu irmão) são tão diferentes: eles são uma fiel representação do símbolo oriental 'Yang', onde metade de um círculo é preto com parte branca e a outra metade o inverso. Confiamos na bondade, mas não devemos esperar sempre a pureza, assim como estamos sempre alerta para a maldade, embora possamos abrir exceções para o 'renascimento' de alguém que busca agir melhor. 'A visão romântica de um mundo perdido': essa frase é extremamente controvérsa, embora o romance muitas vezes venha em um deserto, e de onde menos se espera, haverá água, e não é miragem, embora o calor da realidade nos force a sempre desconfiar, e com razão. A miséria da Índia contrasta com a busca de Jamal por uma vida melhor, e sua teimosia é extremamente positiva, e parte dela é demonstrada em suas ações tomadas por base da emoção (que é tão digno como a razão) em prol da mais nobre causa da história, e apenas vendo o filme vocês saberão qual é. Me deixou muito feliz esse filme ter ganhado tantos Oscars, especialmente o de Melhor filme. Não que eu ache os critérios da academia de cinema americana justa: o circuito não comercial tem muito mais espaço em outros festivais, onde se valoriza critérios que fogem da forma industrial americana de pensar, a exemplo das cenas monótonas que muitas vezes trazem o espectador a uma reflexão consigo mesmo e pensando assim, ele chegará a um lugar não acostumado a ir com o cinema hollywoodiano, que mastiga conteúdos para serem digeridos pela grande massa. A felicidade maior do prestígio de "Quem quer ser um milionário?" é que o elenco é indiano e conta uma história que foge dos moldes ocidentais, nos arrastando a um mundo de diferenças, mas acima de tudo, semelhanças. Semelhanças, porque somos seres humanos, portadores da mesma necessidade de amar e ser felizes, seja em Los Angeles ou Bombaim. Pode ser apenas um surto de mudança de mentalidade da academia, mas de qualquer jeito, é para se comemorar tal feito, e é de se vibrar por tão interessante filme, bem feito sem deixar de lado suas raízes culturais, fazendo-nos unir pelas semelhanças e não nos separarmos pelas diferenças. Não se assuste com os desafios da vida: muitas das respostas que você precisar estarão dentro de você, e você nem sabe disso
Essa postagem foi... A-Satisfatória B-Boa C-Excelente D-A melhor do blog *Apenas uma brincadeirinha com o tema do filme, que é um jogo de perguntas e respostas.
Alguns amigos meus da faculdade (são 2 semestres acima do meu) fizeram o projeto de rádio do ano passado com o nome de 'Perfilando'. A idéia do programa (que tem ambições de continuar 'vivo' mesmo depois de terminada a obrigação de elaborar o protótipo) é trazer uma pessoa da faculdade (que muitas pessoas conheçam) e em 30 minutos fazer uma série de perguntas, afim de desvendar o perfil do entrevistado.
No único programa que teve até agora, o entrevistado fui EU, e abaixo está em podcasts tudo que aconteceu, na íntegra (os 30 minutos divididos em 8 séries). Eu e meus colegas nos divertimos muito, espero que vocês também gostem.
Apresentação, poesia de Michel Almeida
Entrevista
Hino do Japão, entrevista
Convidado Repórter por um dia
música 'Festa de rodeio (Leandro e Leonardo) ', Ping-Pong
Agenda cultural
música 'Poesia de vida impressa' (Lucas Franco), enquete
música 'we are the champions' (Queen), últimos comentários
Um homem esperava para atravessar uma avenida quando um brilho na grama em que pisava chamou sua atenção. Deu uma olhada sem se abaixar e pensou "Deve ser um caco de vidro" e foi embora. Mais tarde outro homem na mesma situação percebeu o brilho, abaixou-se, pegou a pedra meio suja e viu que era talhada como um lindo diamante. Parecia mesmo um diamante enviando raios luminosos com as cores do arco-íris quando colocado ao sol. O homem pensou: "Puxa, será um diamante? Desse tamanho? Perdido aqui? Como veio parar aqui? Talvez eu devesse levar a um joalheiro pra ver ser é mesmo. Olhava e olhava e de repente disse a si mesmo: -"Que idiota eu sou, imagina se isso é um diamante, só pode ser um vidro talhado em forma de diamante que caiu de algum anel de bijuteria. Porque um cara como eu iria achar um diamante? E se eu levar a um joalheiro ainda vou ter que agüentar a gozação do homem por eu ter achado que podia ser um diamante... Ha...logo eu ia achar um diamante assim... perdido numa grama...logo eu..." E assim pensando jogou de novo a pedra na grama e atravessou a avenida até meio triste pela sua pouca sorte. No dia seguinte outro homem passando pelo mesmo lugar viu a pedra, atraído pelo seu brilho. "Que beleza de pedra" ele pensou! "Parece um diamante, talvez até seja um diamante, mas também pode ser apenas um pedaço de vidro imitando um diamante... O melhor que tenho a fazer é leva-la a um joalheiro e pedir uma avaliação." E colocou a pedra no bolso. Tendo levado-a para avaliação mais tarde descobriu ser um verdadeiro diamante, de muitos quilates e com uma lapidação especial. Era uma pedra muito valiosa ! Realmente especial e o homem ficou muito feliz com a sua boa sorte !
Na nossa vida as vezes encontramos pessoas que são como esse diamante...valiosas! Pena que nem sempre nos damos o tempo para avaliá-las confiando na nossa primeira, e muitas vezes errônea, impressão, ou simplesmente achando que nunca tivemos sorte, então, porque aquela pessoa apareceria justamente pra nós? Pense nisso! Dê-se uma chance!
Ela não pediu para ser tão cobrada e divide a opinião pública
O que você fazia quando tinha 16 anos? Eu particularmente tinha muitas ambições, mas nada que foi concretizado como extra-ordinário. Nunca fui gênio em nada, embora eu goste de algumas habilidades minhas, mas acima de tudo admiro quem se destaca tão cedo no campo dos esportes e arte, e na música, uma garotinha paulistana de 16 anos chamada Mallu Magallães mostra que trabalhando com naturalidade pode-se chegar a um patamar merecido, mesmo não se tendo sonhado tanto com isso.
Você pode não gostar de seu trabalho e até a achar imatura, mas o fato é que ela não pediu para ser famosa: assim como eu, ela gosta de expor seus trabalhos na internet (no meu caso, como estudante de jornalismo, exponho meus textos, vídeos e podcasts), no caso dela, suas músicas ficaram conhecidas no MySpace. Numa época contraditória como a que vivemos, onde todos tem vez (pelo amplo espaço da internet), mas só os bons sobrevivem, Maria Luiza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães mostrou seu repertório, com violão, gaita, banjo, escaleta e piano. Claro, há muito o que aperfeiçoar: sua timidez ainda é evidente na discreta presença de palco, além de que sua voz, com o auxílio de fonoaudiólogos e a própria maturidade, poderá ganhar destaque no cenário musical brasileiro (e não apenas em limitados grupos). Mas a pergunta é: é isso que ela busca? Deixa ela pensar o que é melhor para ela, sem pressões, e se for de sua vontade crescer na carreira, eu aposto minhas fichas nessa 'mulequinha', e eu não sou de me enganar: até bolão da copa do mundo eu já ganhei!
Uma aliança entre trabalho discreto e um crescimento de popularidade iriam fazer bem, acima de tudo, à música brasileira, que precisa de novas referências, e não são todos os dias que surgem uma adolescente que toca 5 instrumentos em diversos estilos musicais e ainda compõe (se bem ou mal, há a questão das preferências, mas não se discute a raridade do evento). Força Mallu, não pelo sucesso, mas pelo que você queira na sua vida, deixando as coisas acontecerem naturalmente e sem pressões, pois tenha certeza de que há quem torça por você! Abaixo, dois clipes:
J1
Tchubaruba
Suas músicas no seu 1º cd são: You Know You've Got, Don't You Look Back?, Tchubaruba, O Preço da Flor, Town of Rock n' Roll, Her Day Will Come, "Angelina, Angelina" ,J1 ,Get to Denmark ,Vanguart ,Dry Freezing Tongue ,Sualk ,Noll ,It Takes to the Tango.
Festa popular? Evento democrático? Esqueça tudo isso se você imagina que o carnaval de Salvador seja coerente com todas as suas letras: preços abusivos fazem os foliões gastarem até o que não podem, e em busca do que? Diversão? Não dá para se divertir sem gastar tanto?
As cordas dos blocos são uma síntese do apartheid social não só de Salvador, mas do mundo como um todo: 'fardados e felizes' estão os foliões que, quanto maior o preço do abadá, mais clara será a cor predominante na pele de sua maioria. Segurando as cordas, estão na sua maioria trabalhadores ofuscados pela 'luz das estrelas de cima do trio', na sua maioria pessoas que precisam muito daquele dinheiro e se submetem a péssimas condições durante horas de percurso. Tão povo quanto os cordeiros é a pipoca, embora me pareça incoerente o fato de serem os cordeiros os responsáveis pela segurança de seus patrões que pouco te respeitam, e não pela dos seus irmãos de origem.
No dia que a massa abrir mais os olhos para isso, haverá revolta, e fruto dessa transgressão poderá nascer violência, mas com um objetivo nobre: democratizar o elitista carnaval de Salvador. Eu não quero pagar mais de 200 reais para ter conforto e segurança. Eu não quero ser obrigado a ver os artistas de tão longe, e ninguém quer, mas o 'querer' só vira direito com as 'cifras', e quem não tem disposição para remexer tanto o bolso fica sem ver o evento que chama a atenção de todos na cidade.
Será que se paga pela qualidade? Eu acho que não: Salvador não está restrita ao Axé (Ivete, Asa, Chiclete...), pagode (Psirico, Fantasmão, BlackStyle...), tecno (Fat Boy Slim, Tiesto...), Forró (Cavaleiros, Aviões...) e tribal (Motumbá, Vixe Mainha, Timbalada...): somos também a terra de Pitty, Camisa de Vênus e Márcio Melo (Rock), Adão Negro, Diamba e Edson Gomes (Reggae), MPB (Caetano, Gil, Betânia, Gal Costa) e até pop (Moinho), muitos desses shows nem se paga para entrar, há lugares longe da grande mídia que se tocam bandas de altíssima qualidade, embora estes mesmos não façam questão de serem comerciais: pelo contrário, o intimismo de alguns artistas, longe de algazarra e multidão, proporcionam rara beleza, e só quem merece desfrutá-la é quem corre atrás dessas músicas, e não as músicas correm atrás de você, seja no rádio, na tv ou na boca do povo.
Não sou contra instrumentos estrangeiros no carnaval: uma guitarra pode cair muito bem com uma batida tropical (a exemplo do movimento 'tropicalismo', com Caetano e Gil), num misto criativo que poderá gerar belas canções, mas o lance é que o carnaval de Salvador está se prostituindo, as músicas estão empobrecendo e o regionalismo entra numa crise de identidade, entre o que é baiano e o que se constrói apenas para se ganhar mais dinheiro.
Claro que nem tudo de nossa terra é ponto de referência para nós: o estilo indie (que até virou rótulo para pessoas, com roupas quadriculadas, cabelos pretos brilhantes e músicas sem compromisso com a grande indústria) tem suas origens na Europa (a exemplo dos Strokes), mas no Brasil tem surgido excelentes bandas desse gênero, muitas delas respeitadas lá fora.
Então, a questão não é contrair todos os elementos da natureza da nossa terra Brasil, e sim respeitar a nossa essência pessoal, sem deixar que 'nosso meio' nos faça ser quem não somos, e questionar sempre o que todos têm tanta certeza, afinal, o que é Brasil? Somos só carnaval? Somos apenas o que construíram até agora, ou podemos nos reconstruir, progredir, inventar novos estilos e adquirir outros, em que sejamos tão bons ou melhores do que os próprios inventores (a exemplo do futebol, que fora criado na Inglaterra e 'refinado' por nós sendo a nossa técnica incomparável). Vamos reconstruir o carnaval de Salvador? Vamos reconstruir o Brasil? Reflitam sobre tudo isso e ouçam abaixo essa maravilhosa música de Gilberto Gil (A novidade), e mais abaixo uma imagem que fiz baseado nessa música há 2 anos atrás:
A novidade veio dar à praia Na qualidade rara de sereia Metade, o busto de uma deusa maia Metade, um grande rabo de baleia
A novidade era o máximo Do paradoxo estendido na areia Alguns a desejar seus beijos de deusa Outros a desejar seu rabo pra ceia
Ó, mundo tão desigual Tudo é tão desigual Ó, de um lado este carnaval Do outro a fome total
E a novidade que seria um sonho O milagre risonho da sereia Virava um pesadelo tão medonho Ali naquela praia, ali na areia
A novidade era a guerra Entre o feliz poeta e o esfomeado Estraçalhando uma sereia bonita Despedaçando o sonho pra cada lado
Ó, mundo tão desigual Tudo é tão desigual Ó, de um lado este carnaval Do outro a fome total
Jornalista desde 2010. Já passei pelos três impressos diários de Salvador (A Tarde, Correio* e Tribuna da Bahia) e pelos sites Bahia Notícias e Bocão News.
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