quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Bandeiras nacionais

A bandeira nacional, assim como o hino, o símbolo de suas forças armadas e sua constituição, são os maiores símbolos pátrios que representam seu povo e espaço para o mundo. Quando se trata de bandeira, não há tendências que podem ser usadas para a 'coleção primavera-verão', pois não se trata de moda, e sim de algo histórico, que pode-se até mudar, mas certamente não será pela estética, e sim por retirar valores não mais presentes naquela sociedade(é o caso de Neo-zelandeses e australianos que lutam pela retirada do símbolo britânico e de angolanos que não querem mais o machado e a foice que representam o comunismo, nas suas bandeiras).
As cores da bandeira podem mostrar o seu perfil, como muitos países africanos que mostram suas cores quentes vermelha, amarela e verde, ou o Japão, que com uma bandeira discreta mostra a simplicidade do seu povo quanto às representações, ja que estes não são extravagantes para se vestir ou criar monumentos(embora a influência ocidental tem cada vez mais alterando o comportamento dos japoneses).
Porém, levando as bandeiras nacionais para fora dos planos representativos da cultura e trazendo para o quesito de estética convencional(em que se tenta passar a idéia de que o belo ou não é incontestável) o professor de filosofia neo-zelandês Josh Parsons fez um ranking com 213 bandeiras nacionais, julgando apenas os quesitos estéticos elaborados por uma metodologia criada por ele mesmo, que constam com pontos positivos como 'combinação de cores harmoniosas e simplicidade' e pontos negativos como 'extravagância, detalhes(como frases, gravuras, mapas, armas, muitas estrelas...) e falta de originalidade(como as bandeiras das nações colonizadas pela Grã-Bretanha- Austrália, Nova Zelândia...-, dos países nórdicos- Islândia, Suécia...- e de países do norte da América do sul- Colômbia, Equador e Venezuela).
A bandeira brasileira foi a 4ª mais feia no ranking, mas não me ofendi com isso, pois foi um pensamento dele que em hora nenhuma chegou a ser agressivo ào ponto de criar revolta, como criou em muitos brasileiros que comentaram esse ranking em alguns fóruns acerca do assunto. Apenas achei uma pesquisa supérfula, mas portanto que não firam valores éticos(como não feriu), não deve existir censura(como não houve), portanto achei essa uma situação interessante de ser interpretada; Como diria Voltaire: "Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de expressá-la", ou seja, mesmo achando irrelevante 'para mim' a pesquisa, respeito a exposição dessa idéia, ja que ela não feriu nenhum valor moral.
Os pensamentos tem de ser expressados sem medo, pois é essa pluralidade de idéias que formam um mundo democrático e nos distancia do autoritarismo.

Abaixo, mais informações sobre o ranking:

http://colunas.g1.com.br/redacao/2008/01/22/a-pior-bandeira-do-mundo-e-mesmo-a-nossa/

http://pukeko.otago.ac.nz/~jp30/flags/meth.html

http://pukeko.otago.ac.nz/~jp30/flags/alpha.html

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Tem muita gente cega nesse mundo

Há quem leia o livro 1984 ou veja o filme Matrix e pense que áquelas situações não chegam perto do nosso contexto atual; De fato, nessas obras, há um certo exagero quando se trata de sistema de dominação(organizados por tele telas e invasão de privacidade ào extremo no livro do indiano George Orwell e programas de realidade virtual e habitáculos no filme dos irmãos Wachowski), mas o mundo atual não está tão diferente dessas histórias, e pior: se nada for feito, como não tem sido, a tendência é piorar e quem sabe chegar à esse ponto.
Na hora de falar mal da segurança pública todos são experts, por sinal, 'são muitos especialistas para apenas vagas algumas vagas limitadas' em orgãos federais para cuidar da violência urbana. Na hora de chamar o presidente de burro, todos se acham muito inteligentes, e certamente, se estivessem no lugar do nosso chefe de estado, fariam diferente, porque "administrar um país é como jogar 'sim city ou civilization*'". Todo mundo adora reclamar, mas ninguém se aprofunda na raiz dos problemas, que é a única forma de soluciona-los, e acham que lendo Veja e assistindo Globo se tornarão exímios críticos que o Brasil precisa para melhorar a situação. Sinceramente, se não fosse a força esquerdista que vai de encontro com a ordem conservadora, equilibrando um pouco a balança, o Brasil e o mundo estariam condenados à eterna injustiça(todos os direitos trabalhistas, por irem de encontro com a ordem dos poderosos, podem até não terem sido conquistadas exclusivamente por comunistas, mas certamente se encaixam no contexto de melhora social, que é uma das buscas de um mundo ideal nas obras do filósofo alemão Karl Marx).
Não ache que colocando infratores na cadeia se acabará o crime organizado: instituições como PCC e Comando Vermelho só existem porque houve brecha, e essa brecha se chama injustiça social; Enquanto favelas continuarem esquecidas pelos governantes e condenadas à miséria se estes não derem oportunidades a seus habitantes, será o dinheiro do tráfico de drogas que irá construir creches, comprar comida e garantir a segurança contra o estado, que por ve instituições clandestinas crescendo, ameaçando a hegemonia territorial e o pagamento de tibutos, financirará policiais a fazerem operações de alto risco para eternamente não dar trégua à regiões que só estão nesse contexto de miséria porque nada foi feito lá.
Há quem pense que 'bandido não merece direitos humanos, porque se cometeu crime, tem que pagar com isso'; Assim, nasce uma revolta entre os presidiários, que não aguentam tanta opressão policial, e assim nasceu o PCC, que acredite, tem como pontos primordiais alcançar a liberdade, justiça e paz, embora essa forma de se alcançar se torne extremamente sangrenta(se fosse um mega empresário e seu crescimento com falcatruas, os fins justificariam os meios, e estes mesmos criticam o PCC sem conhecer o fator de sua criação à fundo); Se a única solução parece ser extremamente sangrenta, e você, como um civil que quer ter paz, ào inves de não se aprofundar em conteúdo algum, simplesmente taxar o PCC de criminoso, lembre que, em filmes e livros como 1984 e Matrix, quem constroem os vilões são os autores da obra certo? No mundo real, o autor da obra que formou o PCC foi a opressão policial e a injustiça social, e aí, cabe a estes 2 escolhas para mudar o contexto: partir para a luta sangrenta ou aderir a política de não agressão de Mahatma Gandhi; Só que o método de libertação da Índia é relativo: funcionou para a emancipação da independência indiana naqueles tempos, sendo que mais cedo ou mais tarde a independência ocorreria, pois não era mais do interesse britânico manter altos custos com a colonização de uma país como a Índia, e àos poucos as grandes nações ja estavam sendo descolonizadas, pois não compensava ter área de influência tendo um enorme débito com a dominação.
Pense que na história existem vilões convencionais, e que por trás deles existem vilões muito maiores(a maioria dos 'vilões maiores' não pode ser interpretado como 'vítima do sistema' e 'organização de resistência', pois são simplesmente instituições perversas em busca do capital), como por exemplo, Adolf Hietler, que não existiria caso Inglaterra e França não humilhassem a Alemanha com o tratado de Versalhes, que obrigou os alemães a perderem territórios e pagar uma indenização absurda e sem lógica, porque se a Alemanha era imperialista, Inglaterra e França também eram, então porque a Alemanha é a única errada nesta história e tem de pagar para os outros que o derrotaram? Osama Bin Laden e Saddam Hussein foram financiados pelos Estados Unidos da América para derrotarem, respectivamente, União Soviética e Irã. A família saudita Bin Laden sempre foi parceira econômica da família estado unidense Bush(ligação com o petróleo), que é detentora da empresa Texaco(o nome vem do estado inglês 'Texas'), essa inclusive tem diversos postos de gasolina espalhados pelo Brasil; Os Bush, que elegeram 2 presidentes(George pai e filho), mantiveram seu poder através do ódio ào inimigo e do medo da população(qualquer semelhança com 1984 não é mera coincidência). Bush filho, por sinal, estava mal nas pesquisas de sua re-eleição, com a guerra do Iraque tomando rumos imprevisíveis, até que, às vésperas da eleição, Osama Bin Laden faz um discurso ameaçando os Estados Unidos e de alguma forma 'mexendo com a autoridade de Bushinho'; Então, com isso, os estados unidenses se sentiram pessoalmente 'ameaçados' e, achando que Bush é o 'senhor da guerra, o único capaz de enfrentar o terrorismo', elegeram o então presidente, que tanto se parece com Osama, afinal, o ódio precisa do ódio para se propagar, por isso, seu 'parceiro saudita' lhe deu uma forçinha e tanto para sua vitória na re-eleição.
São exemplos de 'vilões maquiados pela história' como esses que fazem os seres humanos terem uma visão de formiga: enxeram apenas as coisas pequenas, e não as grandes; Por trás de todo vilão amplamente divulgado, como Marcola(líder do PCC), Osama Bin Laden e Saddam Hussein, sempre há um contexto muito mais perverso. Pela paz dos civis, lute por justiça, e não pela eliminação da resistência, mesmo essa sendo extremamente perigosa para a paz dos civis.

*Sim City e Civilization são jogos de computadore em que você comanda, respectivamente, uma cidade e uma nação. Esses jogos no nível mais difícil são extremamente difíceis, e uma das maneiras mais fáceis de se erguer uma grande cidade ou império vencedor é esquecer das massas e lutar pelas classes dominantes, e no caso de revoltas populares em Civilization, alienações como construções de centros de entrentenimento(Coliseu) ou espirituais(catedral) podem deixar o povo satisfeito e assim estabilizar a nação.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Eu e meu neto Lucas Neto

Bom, esse texto é uma simulação de uma conversa minha com meu neto primogênito, Lucas Neto, um pré-adolescente na década de 50 do século XXl. Nela, vou mostrar como os tempos mudaram, e pela minha torcida, para melhor.

Lucas Neto: Vovô, eu tenho muita curiosidade para saber coisas sobre a sua época, me conte aí como você se divertia, brincava, se relacionava com seus pais...

Lucas Grande(eu): Ah Neto, quando eu nasci não existiam várias coisas que hoje são fundamentais para seus contemporâneos, como celular, internet, tv digital... Quando eu nasci as músicas eram tocadas num disco enorme, o LP, também chamado de disco de vinil, e eu acompanhei a evolução para fitas, as pequenas tocavam músicas, as médias eram usadas em video-games e as grandes foram as primeiras a passar filmes, num aparelho chamado vídeo cassete; Depois da fita, os discos retomaram seu lugar, mas dessa vez menores(eram os cds, 'compact disc'), e tocava músicas, havia o aparelho de dvd que tanto servia para discos audio-visuais como os só de áudio, e os video-games também aderiram a esse formato; E com o avanço a internet vinheram os downloads e o pen-drive que você conhece hoje, que pode gravar muito mais coisas e que infelizmente numa época causou grande prejuízo às indústrias de artes, como de cinema e música.

Neto: Pô vô, você ainda tem esses aparelhos velhos guardados?

Grande: Tenho sim, estão todos guardados.

Neto: E você se divertia muito com todas essas coisas?

Grande: Bom, é o que tínhamos para brincar. Os primeiros celulares no Brasil surgiram pouco depois que eu nasci, só que eles tinham a função apenas de ligar e receber chamadas, tinham um tamanho enorme e não tiravam fotos, não passavam transmissões de tv nem acessavam a internet; Eu só conheci a internet com a idade que você está hoje, e mesmo assim ela era bem limitada, mas as crianças de minha época sempre gostaram de desenhos animados e comprávamos seus bonecos, como Cavaleiros do Zodíaco.

Neto: Para que serve o computador sem internet?

Grande: Simplesmente para fazer trabalhos, escrevendo textos ou editando currículos, e imprimindo, e as crianças jogavam jogos, só que não eram on-line; Na época de seu bisavô, existia uma máquina de datilografia, que era um teclado rústico com dispositivos mecânicos que passavam sua escrita diretamente para uma folha de papel, e não tinha como apagar erros.

Neto: A época de meu bisavô Zé deve ter sido muito diferente da sua.

Grande: Na verdade, não tão diferente como minha época de jovem é da sua; Na época de seu bisavô ja existiam computadores, e com as mesmas funções, ja existia tv, muitas das músicas da década de 60 do século XX influenciaram minha geração... Hoje tudo é muito prático, se pode esquentar a comida antes de chegar em casa, além de o ensino ser muito mais dinâmico. Na minha época, éramos obrigados a estudar coisas que não iríamos usar no futuro, como no meu caso Matemática e Ciências naturais. O quadro era de giz, depois passou a ser de pilotos, uma espécie de caneta, e hoje, o professor não precisa demorar tanto tempo para escrever as coisas no quadro, porque a aula anterior dele toda está no seu pen-drive, assim é só ele usá-lo e o quadro em poucos segundos, como você sabe, ja poderá começar a falar com seu conteúdo na frente.

Neto: Que horror deveria ser a escola antigamente!

Grande: Se a escola ja era difícil para mim, imagine as melhores escolas tinha que se pagar, e assim, muitas pessoas que não podiam pagar escola, porque nessa época eistia desigualdade social, estudavam em escolas em que faltava tudo de material, e que o jovem desestimulado largava os estudos para trabalhar e ajudar a família. Foram tempos difíceis, em que apenas poucas pessoas mandavam num país inteiro, explorado a maioria só porque era detentora dos meios de produção. As faculdades mais almejadas eram as públicas, que eram poucas, e os pobres que não conseguiam entrar na faculdade pública, por ser muito difícil, tinham que fazer financiamentos para quando começarem a trabalhar, pagar a faculdade, e qualquer atraso gerava altas taxas de juros, o que desestimulava muito gente a estudar.

Neto: Pô vô, quanta injustiça! Quer dizer que não existia faculdade para todos...

Grande: É, enquanto hoje você mostra seu histórico escolar e quanto mais alta for sua nota, você poderá escolher onde estudar, nessa época existia vestibular, que era uma prova para selecionar poucas pessoas a entrar em determinada faculdade; Assim como hoje, a maioria das pessoas optam por fazer medicina, então hoje existem mais faculdades de medicina do que dos outros cursos, e assim, sempre existirá espaço para todos, independente do curso, e as notas do histórico escolar servem apenas para estimular os estudantes a se dedicar afim de escolherem onde querem estudar.

Neto: Vô, como era o futebol antigamente? Ja ouvi muito falar em Pelé, Maradona, Zico, só que acho que eles são de uma época mais antiga que a sua.

Grande: Bom, eu cheguei a ver Maradona jogar na minha infância, a última copa do mundo dele foi em 1994; Pelé fez sua última partida oficial quando eu tinha 2 anos, foi no aniversário dele de 50 anos, em Milão; E Zico parou de jogar profissionalmente quando eu tinha 6 anos, e ele também jogou futebol de areia com seu parceiro de seleção e Flamengo Júnior; Cheguei a ver Júnior fazer um gol de pertinho, quando eu estava na arena de beach soccer aqui em Salvador, em 1999. Eu tive um avô que adorava futebol, e que era super meu amigo, assim como você é meu amigão, e ele me contava várias histórias do futebol antigo, como a derrota do Brasil na copa de 50, em que ele ouviu no rádio e chorou; E assisti a final da copa de 2002 com este meu avô e com um senhor ainda mais velho, que havia nascido em 1910 e tinha acompanhado futebol por todos esses anos, inclusive havia assistido em pleno Maracanã as partidas daquela copa.

Neto: O futebol antigamente era mais ingênuo, bonito de se ver...?

Grande: Não, isso fica por conta dos saudosistas; Eu gosto do futebol da minha época de juventude, com mais dribles e cadência, mas também gosto do futebol de hoje, mais veloz, sem nenhum efeito que não mostre objetividade ào gol e principalmente sem erro de arbitragens, ja que o grande trunfo da tecnologia é despolemizar o jogo que muitas vezes gerava anos de discussão por causa de um lance duvidoso, como na copa de 2002, a com mais erros de arbitragens da história.

Neto: E o Bahia e Vitória? Ouvi falar que eram times desrespeitados pelo resto do Brasil, como eles conseguiram se tornar famosos mundialmente?

Grande: Pois é, antigamente os times do sul e sudeste eram os melhores por terem mais dinheiro; Com a redistribuição igual de capital pelas regiões, o Nordeste, o Centro-oeste e o Norte formaram grandes equipes, e estados sem tradição no futebol profissional, como Piauí e Tocantins, hoje tem os campeonatos estaduais mais respeitados do Brasil, e além de formarem grandes jogadores, fazem intercâmbio de atletas com diversos países da Europa, África e Ásia, como você bem sabe. Bahia e Vitória passaram a contar com boas administrações(antigamente havia muita corrupção nessas equipes) que o levaram à juntos, brigarem para ver quem conseguia mais títulos mundiais, ào inves de brigarem só por campeonatos baianos, que hoje também tem times que sonham com a fama internacional e podem chegar lá em breve, como Colo-Colo de Ilhéus, Juazeiro, Fluminense de Feira e entre outros.

Neto: É vô, acho que agora está na hora de eu ir para a escola, agente conversa depois.

Grande: Está certo meu neto. Você vai como, andando, de bicicleta, ou de ônibus à gás?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Música popular.

As elites, querendo impôr superioridade sobre o povo, fazem sua produção cultural complexa(pois tem dinheiro para possuir muitos instrumentos, à exemplo de uma orquestra, e para investir em aulas para aperfeiçoar a técnica, caso de estudiosos de diversos instrumentos caros- algumas vezes isso acaba robotizando o músico e tirando o que podem ter de melhor: a espontaneidade e criatividade) e chama o simples de simplório, mostrando nojo pelo popular(que só pode ser julgado após análise menos superficial que a habitual) e generalizando o povo(esquecendo que a sem identidade elite brasileira há muito tempo cultua o que veio do popular no exterior, como o Blues, e ''afirmando ter juntado este som com o 'aperfeiçoamento do samba', gerou 'sua' fusão, a Bossa Nova'', a enquadrou ào seu gosto e afirma para o exterior que, assim como a Áustria tem a música erudita e a Itália tem a ópera, a elite daqui também tem com que se identificar sem precisar olhar para fora para se diferenciar do seu povo).
De fato, há músicas populares que não me agradam(pelas letras em que eu não me identifico ou pelas melodias repetitivas como o arrocha e pagode), e pior: costumes como o de ligar o som alto afim de que todos ouçam seu som deveriam ser pensados por essas pessoas, ja que seu direito termina quando interfere no direito do outro, mas ào mesmo tempo, tem de se julgar esse fato com cuidado, pois gostaria de ouvir a explicação de um antropólogo para o costume(pelo menos muito forte na Bahia e Sergipe) de colocar o som no máximo, ja que para mim uma música pode ser apreciada num volume razoável com o mesmo prazer, e com a popularização dos fones de ouvido e mp3 portáteis, dá para levar seu som ào lugar que quiser e assim terminar essa polêmica. Sem julgamentos e precipitações, não considero falta de educação, apenas considero um costume diferente, assim como em alguns países asiáticos o arroto não só é permitido como é um sinal de que a comida está deliciosa(não há falta de educação, e sim costumes diferentes, nesse caso em que toda àquela comunidade deriva, seja povo ou elite, mas no Brasil, há costumes populares e costumes elitistas, e esses dois se chocam ào ponto de um não respeitar o outro porque não consegue entender justamente o que o leva a isso, e assim, jamais haverá conciliação e ninguém abrirá mão de seu costume como um indonésio que deixa de arrotar num restaurante no Brasil- por nas 'regras sociais locais' ser inapropriado).
É importante se levar em conta que meus ouvidos(um jovem educado em princípios sub-elitistas) foram educados a acreditar desde cedo que bonito é Mozart, assim como a visão induz(ou faz lavagem cerebral) no cinema e nos comerciais à preferência pela beleza branca. Repare que desde que você se entende como gente existe um bombardeio de informações à ponto de que, quando você chegar a maturidade cerebral(e fica muito mais difícil mudar os instintos que as propagandas criaram dentro de você), seus gostos e escolhas(de forma geral) muitas vezes são ditados por padrões de beleza, não é a toa que países exolados da África(em que a mídia internacional não bombardeia tanto as mentes de seus habitantes, como Etiópia e Somália) tem como ideal de beleza feminino as gordinhas*(inclusive há miss de mais de 100 kg); O que eles diriam das 'garotas das passarelas'?
Reconheço que há música que apele para o sexo porque isso dá dinheiro, e eu sou contra isso, não é bancando o politicamente correto insuportável, e sim porque com a facilidade e velocidade de baixar música hoje em dia, certamente elas irão parar em ouvidos inapropriados(crianças), mas também acho uma hipocrisia muito grande responsabilizar esse tipo de som pela precipitação do início da vida sexual dessa nova geração: a própria sociedade tem imposto um amadurecimento acelerado de todos os seres humanos, exigindo que se entre cada vez mais cedo no mercado de trabalho, que ja começe a tomar responsabilidade, que salve o planeta; Bom, é como se quisesse levar a tv esquecendo-se do controle remoto: o que ajudaria as crianças a retardarem mais sua adolescência e vida adulta seria a redução de exigências tão cedo, mas como isso é contra os interesses do mercado, se culpa o início da vida sexual, que acaba ocorrendo naturalmente de mãos dadas com essa correria sem freio do mundo que parece acelerar cada vez mais.
Chamar o povo de ignorante é uma ofensa ào oprimido que não lucra com essa indútria(inclusive quem ganha dinheiro com 'pagodes e arrochas' são os empresários, que não dividem seus lucros de forma justa com os artistas, e estes, muitas vezes vindo de baixo queriam o fim da opressão, mas ào ganhar dinheiro, descobriram que sua causa era individual e não coletiva, e resolveram ganhar dinheiro da forma mais fácil, a convencional). Essas músicas geram dinheiro que ficam concentradas na mão de poucos, e se a educação pública fosse melhor, as elites não roubariam idéias populares como a Bossa Nova(não sem pelo menos haver 'luta por direitos autorais').
O popular tem de ser compreendido, pois é um movimento que tem mexido na ferida das elites e sendo assim, pode ser uma arma para a revolução, ao mesmo tempo em que acredito que o povo brasileiro merece mais que essa triste realidade, de cotidiano miserável e música alienante, e deve se rebelar na própria música, por isso acho que o som de resistência das massas hoje em dia é o hip hop.

*Nesses países afrianos atualmente o ideal de beleza feminino 'cultua' as gordinhas por questões parecidas em outros tempos da história na Europa e Américas: pessoas fortes estavam ligados ào trabalho braçal e consequentemente, à pobreza; No caso, as gordinhas mostram no seu corpo o inverso da desnutrição na concepção desses povos(porém, se sabe que a obesidade não está ligada à inserção de todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do corpo humano, e sim ào excesso de alguns desses nutrientes, portanto, pode-se ser obeso e desnutrido ào mesmo tempo).

sábado, 29 de dezembro de 2007

Ninguém quer fazer nada de graça

Hoje, poucos cientistas fazem suas pesquisas por amor: hoje em dia, o mundo gira em torno do dinheiro. Por isso, não se tem feito nenhum grande esforço se não existir retribuição, e na cabeça de muita gente as retribuições como o sorriso de uma criança que se curou da Aids ou de um paralítico que voltou a andar não bastam, pois as retribuições oscilam entre outras 2 opções: dólar ou euro.
Com tantas pesquisas feitas e com tantos gênios sendo bem preparados em excelentes laboratórios de universidades, ja poderíamos ter descoberto a cura da Aids e avançado mais nas pesquisas de células tronco. Então, porque milhões de pessoas ainda são portadoras do vírus Hiv e milhões de pessoas não poderão jamais voltar a andar? A resposta é simples: pela ganância do ser humano.
Com muito dinheiro investido, digamos que uma determinada empresa tenha descoberto a cura da Aids, aí divulgue sua descoberta, salve a vida de milhões de pessoas, mas aí alguns laboratórios pequenos vão 'falsificar' o produto da cura, e assim, o laboratório original, que vende o produto mais caro, vai deixar de lucrar com a venda de produtos 'clandestinos' mais baratos, e todo o investimento caro em pesquisas não terá retorno. Ora, o que falta nesse mundo são pessoas com espírito filantrópico, que ajude sem querer algo em troca, porque é lógico que a ciência tem de ser usada para o bem de todos, e caso apenas os laboratórios com sua patente vendessem esses produtos caros, a única mudança seria a elitização da cura.
As células tronco se esbarram no quesito ética, ja que há uma grande discussão sobre quando começa a vida: há quem defenda a tese que após a fecundação do espermatozóide no óvulo, ja há vida. Há quem defenda que, se o fim da vida é a morte cerebral(quadro irreversível), o começo da vida também começa pelo início da formação do cérebro; As células tronco embrionária são células que ainda não estão num processo de diferenciação(ou seja, antes de se formarem os orgãos, todas as células são iguais e àos poucos irão se diferenciando), portanto, para quem defende teorias de vida como a de que só existe vida após a formação do cérebro, não há impeçilho para fazer essas pesquisas(essas mesmas pessoas geralmente não contestam o aborto nos primeiros dias de vida), porém, instituições religiosas são conervadoras e ainda detem muito poder sobre a mente de várias pessoas, e se assim continuar, nessa inflexibilidade, várias gerações de paralíticos não terão direito a voltar a andar porque não se 'pode matar um ser humano que nem se quer chegou a existir'.
Saindo da área de saúde, o uso da esperteza nos direitos autorais são praticados de forma anti-ética no mundo da informática: Bill Gates, segundo constam alguns relatos, enriqueceu usando idéias que não havia criado, através de roubos virtuais(ou seja, um dos homens mais ricos do mundo ja foi um hacker e hoje pousa de bom moço usando sua imagem 'filantrópica' ào fazer doações para a África). Os softwares da Windows são atualizados constantemente, e a cada edição, uma novidade, pela qual você não pode usar se tiver a edição antiga(e assim o consumidor vai lá e compra a nova edição); As coisas podem mudar para o magnata com a concorrência de novos programadores, mais éticos e criativos que ele, e assim, talvez o 'Windows que não trave' saía do papel, e por isso, Bill Gates ja está investindo em novos ramos, como na internet(em que sua MSN perde para a Google) e video-games(em que seu X-Box luta num confronto disputado com Sony e Nintendo). Talvez Bill não esteja acostumado com disputas fortes e leais, e sim com monopólios criminosos; E mesmo sabendo que tem dinheiro para levar o resto de sua vida confortável sem trabalhar, prefere ào inves de financiar empresas da área de saúde à curar a Aids e progredir nas pesquisas de célula tronco, simplesmente manter a realidade 'ajudar os pobres, pois estes devem continuar existindo, passivos e sem lutar'.
Se não existisse Software da Microsoft Windows pirata, Bill Gates estaria muito mais rico, porém, ele é um dos responsáveis pelo atraso econômico brasileiro: se ja não bastasse para o micro e médio empresário do país ter coragem para conseguir financiamentos arriscados com altas taxas de juros em bancos inflexíveis, os empresários tem que pagar por cada computador um softwear original da Windows, que muitas vezes custam o preço de um computador, se não, a fiscalização cobra uma multa maior que o software original e ainda taxa o trabalhador honesto que tenta sobreviver de 'criminoso'. Bom, o 'filantrópico Bill Gates' não parece se preucupar muito com o desenvolvimento dos emergentes, e sim com o fato de que 'havendo muitos emergentes logicamente haverão poucos poderosos como ele próprio'.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Orgulho inútil.

Segundo o dicionário Michaelis da Uol, orgulho é: 1.Conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo; altivez, brio. 2. Amor-próprio exagerado. 3. Empáfia, soberba. 4. Aquilo de que se tem orgulho.
Portanto, não se tem orgulho do que não é seu ou do que não faz parte de sua realidade, por exemplo, se você simplesmente argumentar que tem orgulho da cultura mexicana, sem ter nenhum vínculo parental com este país, na verdade você se confundiu, pois a palavra certa seria admiração, e não orgulho; Mas se argumentar que 'A cultura mexicana o orgulha por ser latino-americano', faz sentido, pois está dentro de sua realidade ser latino-americano.
Porém, devemos tomar cuidado com o que se orgulhar: afinal, muitos dos 'orgulhos' por aí nada tem haver com sua identidade, e uma admiração muito exacerbada vira bajulação, uma decretação informal de superioridade ào homenageado e inferioridade própria, a exemplo dos nordestinos que torcem para o Corinthians e afirmam ''Eu tenho orgulho do Coringão", enquanto em São Paulo estes sofrem descriminação e que diferente dos clubes de sua região, que este pode acompanahar de perto, o Corinthians não depende da ajuda e nem dividirá suas perdas com esses torcedores.
A uma enorme propaganda pelo mundo sendo feita para converter valores, por isso milhões de asiáticos que se quer foram a Inglaterra brigam entre si pelas suas 'paixões' Manchester United e Chelsea(basta observar no orkut que esses 2 times ingleses tem grande torcida na Índia, Paquistão e China, há até troca de ofensas contra o time rival, enquando os dirigentes ingleses devem dar risada pensando ''que ótimo que existem idiotas tão fáceis de manipular, que compram nossos produtos, nos enriquecem e nos fazem rir").
Eu sou torcedor do Bahia, mas reconheço que estou longe de ser apaixonado como a maioria dos milhares de frequentadores da Fonte Nova, e respeito todos eles, pois muitos ali lutam por melhorias no time e se Deus quiser vão conseguir, muitos ali que podem pagar são sócio-torcedores e lutam pelo voto direto- ja que no E.C.Bahia não se elege presidente diretamente, se elege uma comissão, e esta elege o presidente, o que é injusto e mantêm a mesma panelinha no poder durante décadas.
Eu dou muito valor àos torcedores regionais, e inclusive tenho 2 primos sergipanos(um 7 e o outro 9 anos mais novo que eu), e desde que estes nasceram eu lutei para convence-los á torcer pelo Bahia, dei uniformes, ensinei-os a cantar o hino e a lembrar o nome dos jogadores principais, porém, eles foram crescendo e vendo a enorme crise no tricolor baiano, ào mesmo tempo que eu pensei: porque torcer pelo Bahia, se eles são sergipanos, e podem lutar pelo fortalecimento do seu estado no cenário nacional? Então, ja que não torço para nenhum time sergipano(embora tenha uma simpatia especial pelo alvi-rubro Clube Sportivo Sergipe) tentei os fazer descobrir para qual time eles iriam torcer. Um decidiu torcer pela Associação Desportiva Confiança, o outro pelo C.S.Sergipe(os dois clubes da capital, embora o inteiror tenha time às alturas, mas acho importante torcer pelo time da sua cidade), mas como 2º time: agora, o 1º time de um é o Corninthians e do outro é o São Paulo, o Bahia foi rebaixado à 3º time, e os dois dificilmente poderão acompanhar e participar ativamente da história de seus clubes, e estes clubes jamais saberão da sua existência.
Saindo um pouco do lado futebolístico e analisando o tema orgulho, se eu fizesse um dicionário, minha definição para orgulho seria a seguinte: ter orgulho de algo, como de seu país(nacionalismo ou patriotismo) implica em achar que as conquistas nacionais viram conquistas pessoais, e que de alguma forma você contribuiu para isso(como um pai que ve seu filho fazendo sucesso na carreira e comenta com os amigos "este é o meu garoto!"- houve uma participação direta nesse resultado, mas também é aceitável no mínimo uma participação indireta, como o orgulho de a Petrobrás dominar a tecnologia de extração de petróleo em águas profundas recentemente e você ser engenheiro aposentado de lá há alguns anos, mas conhece o pessoal e ensinou muita coisa a muitos deles), mas, se racionalizarmos bem, não existe ''contribuição limitada": quem contribui para o bem também contribui para o mal, portanto, é incoerente me orgulhar da capacidade do Brasil de sediar um Pan(pois eu não trabalhei para isto acontecer, portanto, não sou responsável pelo acontecimento) se eu não me considero culpado de 14 milhões de brasileiros passarem fome(talvez nossa lamentação seja porque nós achamos que todo ser humano- independente de nacionalidade- merece ter oportunidade de levar uma vida digna, e não seja um sentimento de vergonha, ja que dependendo da maioria dos brasileiros isto não estaria acontecendo, mas uma minoria tem poder para comandar a máquina administrativa desse país que sempre teve raízes fortes com a corrupção).
Dar uma colaboração à algo não significa que você faz parte do organismo em questão, por exemplo: pagar impostos não significa dizer que você tem orgulho de ver seu país usando bem a sua verba pública(esse exemplo foi para canadenses, finlandeses ou neo-zelandeses, mas certamente não foi para nós brasileiros), doar uma certa quantia de dinheiro para a construção de um centro de treinamento de uma equipe(como meu avô, ex-conselheiro do Bahia, doou) e ganhar em troca um chaveirinho escrito ''eu ajudei a construir o Fazendão"(que o guardo até hoje) não necessariamente implica que você de fato fez parte dessa conquista(no caso do meu avô, ele realmente deve ter se orgulhado, mas não necessariamete a injeção de dinheiro significa que você fez algo de produtivo em que se deve orgulhar, pois com seu dinheiro ou não, a obra vai ser feita, ainda mais num país como o Brasil, sabe-se disso- se é que você me entende- mas o orgulho por algo consiste em uma atividade maior: em se esforçar, trabalhar arduamente por um objetivo e quando finalizado, você ser reconhecido(pois lutamos por amor sem algo em troca, mas não somos idiotas para dar créditos falsos), e saber que um time não tem uma torcida, a torcida tem um time, portanto, posso dizer que meu avô não torcia pelo Bahia, ele ERA o Bahia, junto com milhões de pessoas que formam esse clube apaixonante e de energia inexplicável, e que parte da torcida politizada com os problemas administrativos e luta pela melhora, através de um sentimento de orgulho coletivo, que se mistura ào orgulho de ser baiano, e saber que temos nosso espaço no Brasil, que somos guerreiros e lutaremos de igual para igual contra times mais ricos de regiões mais ricas, que tiveram a oportunidade na história de contar mais vitórias, e no caso de sermos derrotados, queremos ser lembrados como uma pedra no sapato- como o Bahia e Vitória ja foram em outras épocas,- e não como times que mereçam menosprezo).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Repressão.

O principal argumento dos meios de comunicação ào transmitirem um evento de interesse popular é ganhar dinheiro. Ninguém é bonzinho ou solidário ào povo ào transmitir os jogos do Corinthians na 2ª divisão da temporada 2008: todos sabem que o Corinthians tem a 2ª maior torcida do Brasil, espalhada pelos 26 estados do Brasil e Distrito Federal, portanto, os anunciantes querem ganhar visibilidade, e com uma procura muito grande, a oferta se torna cara e interessante para quem comprou os direitos televisivos. Porém, não há interesse das elites em converterem valores, pois o que está dando dinheiro para poucos continuará dando dinheiro para esses mesmos se nada for modificado, por isso não se transmite jogo do Poções na 3ª divisão do futebol brasileiro: porque ninguém ào menos sabe onde fica Poções, quanto menos sabe que lá existe um time, e por isso, o número de interessados em conhecer tal equipe trará prejuízo a emissora que s aventurar à investir em pró dos fracos e oprimidos.
Os clubes mais populares(não só em suas regiões, mas espalhados pelo país) do Brasil estão localizados na região sudeste, em parte por estar localizada em cidades ricas, que por terem um movimento de capital muito grande, acabam enriquecendo seus times locais em consequência de uam economia dinâmica, e assim estes podem comprar os melhores jogadores das regiões onde não se paga tão bem(ou seja, os melhores jogadores do Brasil se concentram nos clubes mais populares, por terem os clubes que tem mais dinheiro); Mas os meios de comunicação tem grande parte na sustentação desse sistema injusto que seleciona o que é interessante de acordo com seus interesses capitalistas. O mundo precisa de aventureiros que, como mencionado no parágrafo anterior, passe a transmitir jogos do Poções da 3ª divisão do futebol brasileiro(essa é uma metáfora, o Poções é um símbolo nesse texto de todos os times desfavorecidos pelo sistema, e que só irão melhorar quando as entidades políticas máximas passarem a defender os pequenos e médios clubes, ào inves dos grandes, que é os que menos precisam, assim como na sociedade devemos beneficiar as pequenas e médias empresar- como orgãos como o Sebrae e Bndes teriam de fazer na teoria*- e não as multinacionais).
*Afirmei na teoria porque o Bndes foi usado no governo FHC para privatizar pequenas empresas do governo ou vende-las para um grupo maior.
A luta do povo contra a elite e do oprimido contra o dono do sistema sempre irá existir, pois enquanto houver repressão existirá represália e assim o mundo constantemente vivenciará guerras. Quando a elite enxerga que o povo é numeroso e sua união faz a força, ela joga o povo contra o povo: na metáfora do futebol, se afirma que 'Corinthians e Flamengo são os times do povo, portanto, as está beneficiando', sendo que o Brasil não se resume a Rio-São Paulo e que quem manda nesses clubes acaba usando da paixão do torcedor a sua fonte de renda. Mas saindo da questão futebolística, as elites reprimem o povo, fazendo o brigar entre si quando se separam países e afirmam que eles são inimigos(toda a América latina, que deveria estar unificada, todos os países árabes e africanos, em que muitos deles foram separados por zonas de dominação...) e outra questão primordial: quando colocam o povo para tomar conta do patrimônio, sendo que o detentor deste na prática acaba sendo a elite(é o caso da polícia. que mesmo com sua função de proteger o que é público, na revolução francesa foi criada pelos burgueses, que selecionaram alguns homens do povo, deram uniformes de policial e disseram ''vocês são 'menos povo que eles', por isso, nos protegam e em troca terão trabalho- na prática, acontece a mesma coisa hoje em dia, a polícia segura ào extremo uma estrutura que ja está em ponto de saturação, e que se nada for feito na área social, dando oportunidades àos oprimidos e tirando o álibi de qualquer revolta, o povo vai mostrar sua força, e aí, chegará à um ponto a conscientização popular que o povo irá tomar o poder e dividir os meios de produção, só que diferente da União Soviética, em que os meios de produção pertenciam ào estado burocrático em que poucos se beneficiavam, o povo vai chegar ào poder para dividir terras, dividir indústrias, e por mais que se exista uma liderança, nada será maior que a coletividade, da força do 'nós', e só assim o Brasil será um país justo, só assim poderemos vibrar plenamente a inauguração da tv digital, da copa do mundo ser sediada em aqui, da Petrobras dominar a tecnologia de extrair petróleos em águas profundas e de termos mandado um astronauta ào espaço: enquanto uma minoria no poder, as elites, e minorias reprimidas, os nordestinos em São Paulo, todas as conquistas dessa nação não passarão de esterco, de eternos estercos para cobrir o grande buraco que sempre existiu na história desse país.