E não foras poucas as 'primeiras vezes' desse mineiro de 25 anos
Três de outubro de 1983: a estréia do cara das estréias. Nascido em Teófilo Otoni, Frederico Chaves Guedes não parou mais, e antes da maioridade, ja fazia seu primeiro gol na carreira, pelo América mineiro, a sua primeira equipe. Ainda na equipe junior, entrou para o livro dos recordes como o autor do gol mais rápido da história do futebol: 3,17 segundos!
Transferido para um clube maior da cidade, o Cruzeiro, também estreou com gol, e seu sucesso foi tão intenso que em menos de 2 anos ele ja estaria jogando na Europa e convocado para a copa do mundo. E na sua estréia pelo Lyon da França, também deixou sua marca, assim como na sua estréia em copas: 3 minutos foram o suficiente para pegar o rebote do chute de Robinho e colocar pra dentro a redonda na vitória por 2 a 0 sobre a Austrália, em 2006.
Ontem, mais uma estréia do 'predestinado': seu retorno ao Brasil teve o Maracanã lotado e cheio de expectativas para ver o astro do tricolor carioca. E ele não decepcionou e fez mais que um: foram 2 gols na vitória sobre o Macaé!
Começar com intensidade, pois como diria Geraldo Vandré, 'quem sabe faz a hora e não espera acontecer'. Nos gramados, busca-se posicionar bem em campo, para fazer as oportunidades virem até você, e em questão de tempo, marcar. Na vida, dizemos sim ao que queremos, nos posicionando bem às situações afim de conquistarmos nosso espaço, mesmo que não na estréia como Fred, mas sempre com intensidade, sempre em busca do gol!
Esse trecho da música 'Tempos modernos' é um grande complemento para a reflexão de um filme que digamos, embora um pouco 'água com açucar', me fez pensar bastante sobre a vida, sobre o nosso poder de decidir e fazer um futuro melhor.
O filme em questão é 'Sim senhor', com o canadense Jim Carrey, em que seu personagem, chamado Carl Allen, costumeiramente se nega a todas as oportunidades que surgem em sua vida: nunca saí com os amigos, preferindo ficar em casa, e, como funcionário de um banco de empréstimos, nega todos os pedidos, sem critério algum. Um dos motivos que levaram sua ex-namorada Stephanie (Molly Sims) a terminar com ele foi a sua passividade em relação a vida.
Até que uma 'luz' surge, sendo esta oportunidade a abertura para várias oportunidades: um grupo de auto-ajuda que 'ensina' as pessoas a dizerem sim. Foi com esse 'empurrão' que novas coisas surgiram em todos os âmbitos de sua vida: nas antigas amizades, na vida profissional e amorosa. O 'Sim' parecia ser a resposta mágica para todas as perguntas, e, não me aprofundando mais sobre o meio e final do filme (que eu indico), penso que realmente, se queremos algo, devemos dizer sim, caso contrário, devemos saber dizer não com firmeza. Não há resposta pronta para todas as perguntas, e a sinceridade aliada a flexibilidade são ingredientes para viver sem medo de ser feliz ao mesmo tempo que se seleciona o que se quer, numa peneira que não precisa ser tão fechada, mas taopouco tão aberta.
As pessoas são diferentes, logo, suas peneiras também. Seja feliz com a sua peneira, afinal, ninguém melhor que você para saber o que te faz bem.
Matérias interessantes não tem faltado: em prática de reportagem ll, complementaremos os conceitos da técnica jornalística com teorias que ampliaram nossos repertórios de formatos de escrita, e assim aperfeiçoaremos os nossos textos narrativos, dissertativos, e todos os detalhes que os cercam. Se 'transgredir a linguagem convencional' é uma meta minha aqui no blog, como futuro jornalista, terei que 'andar na linha' para escrever nos formatos convencionais e assim me inserir competitivamente no mercado de trabalho, porque ao mesmo tempo que quero ajudar a criar um 'novo mundo', também busco ganhar dinheiro (o que não é pecado se feito com ética) para fazer coisas que tanto gosto, como viajar, e se torna muito mais viável ser bem sucedido sócio-economicamente se cumprirmos algumas 'regrinhas chatas' as vezes, embora isso não me impeça de continuar com outros trabalhos alternativos, como escrever no blog sobre temas em que não tenho compromisso com audiência e aos poucos tentar, da forma que posso, ampliar os horizontes das pessoas que lêem meu conteúdo, para estas não se limitarem ao midiático.
No trabalho em grupo de Práticas investigativas faremos uma pesquisa sobre o desenvolvimento de uma banda daqui de Salvador, chamada 'Casca Dura', que com quase duas décadas ainda sobrevive, embora sem tanto reconhecimento, no cenário indie rock. Essa matéria busca enxergar o mundo musical sem tantos preconceitos, tanto que nosso professor nos recomendou dois livros para reflexão: "Que tchan é esse?" (sobre o desenvolvimento do sons mais populares que vemos hoje) e "Eu não sou cachorro não" (que busca desmistificar o conceito de 'brega'). Há grupos que farão pesquisas sobre bandas como Jammil, e mesmo esta sendo de Axé, com pesquisas mais profundas, pode-se buscar fatores que contribuíram para seu sucesso que não são meros clichês, e apenas com estudo se consegue estas respostas. Vale lembrar: é interessante que o pesquisador não esteja no meio do qual pesquisa, porque sendo 'de fora' seu campo de visão pode enxergar coisas que quem está incluído está muito perto para ver, por exemplo, uma pesquisa sobre os Emos feito por 'não-emos' pode dar um resultado muito mais interessante, já que na coleta de informação já haverá entrevistas que revelem conteúdos, e o repórter tem apenas o papel de balanceá-las e relatá-las, sem preconceitos ou julgamentos, sem olhar de cima pra baixo com ar de superioridade, são ensinamentos que muitas vezes aprendemos dentro e fora da sala de aula, fora que essa é uma base boa para se ambientar com a monografia, TCC, teses, que serão feitas no último semestre, mestrado, doutorado...
Em assessoria de comunicação, meu grupo fará uma pesquisa sobre órgãos públicos estaduais, e temos em mente duas ASCOM para investigar: o Ministério Público e a EMBASA. Relatar seus trabalhos e desafios, juntando com o nosso aprendizado na disciplina, nos fará aprender na prática o que tanto ouvimos nas aulas teóricas. O trabalho de um assessor foge do que quero para minha vida, que é ir para as ruas colher informações e levar com rapidez as redações, mas não descarto da minha vida nada que venha da minha formação acadêmica, afinal, um trabalho de experiência pode ser válido, e também, vai que eu aprenda a amar assessoria...
Mas como hoje tenho em mente ser repórter, o projeto que mais me instiga é o de radiojornalismo, em que estou com a editoria de esportes e falarei sobre 2 temas: o trabalho dos boleiros de tênis (que geralmente são recrutados para seus serviços temporários) e o 'Sua nota é um show' (programa do governo estadual em que se troca notas fiscais por ingressos em partidas de futebol). Terei que sair do comodismo, correr atrás da notícia, como um jornalista de verdade. Estou gostando dos novos desafios.
Em estética, penso que 'nos fecharemos um pouco' para o conceito de 'belo convencional', que pode não ser o refletido pela sociedade, mas que de alguma forma, nos ensina técnicas para distinguir e refletir sobre valores regionais e assim quebrar paradigmas e não nos prendermos a um centro, e sim ao todo, portanto que tenha estética. Mas, refletindo um pouco sobre os conceitos, em que até a matemática explica através da simetria as definições de belo, penso que podemos sim discordar de pessoas que tem a mesma busca estética que nós, afinal, para a 'frieza dos cálculos', Angelina Jolie talvez não seja favorecida esteticamente pelo elemento boca ser 'desproporcional' ao resto da face, e no entanto, o que há de mais bonito e sedutor em Angelina Jolie é justamente a boca, que, se fosse pequena, não daria tamanho desataque a uma das mulheres mais bonitas do mundo.
Pensamentos, reflexões e mãos a obra: há tempo de refletir, seguir normas técnicas e por vezes, porque não, também fugir das regras. Isso é jornalismo: um curso que ensina muito mais que transformar fatos em notícias, pois nos ajuda ver o mundo de uma maneira que jamais pensávamos que pudesse ser vista.
Não sei se essa reflexão tem muito haver com o conteúdo acerca de estética, mas vamos lá: o estudo da 'simetria sisuda' não é compatível com o real fascínio que o ser humano tem pelo surpreendente, por formas alternativas que fujam de cálculos frios. Se a boca de Angelina Jolie tivesse tamanho compatível com suas outras partes do rosto, ou o contrário: se as outras partes do rosto fossem compatíveis com o tamanho e traços de sua boca, os resultados seriam esses acima (colaboração do blog Evolution Body)
Mas digamos que a natureza, com suas formas 'errantes', a fez mais bela do que qualquer tipo de planejamento previsível, logo, talvez o conceito de estética não esteja tão ligada às exatas (afinal, eu faço curso de jornalismo), e sim ao bom senso (ou bom gosto), e isso temos com nós, e observaremos ao usarmos nas avaliações que em muitas vezes estarão em páginas de jornais.
Mais uma postagem da série que visa discutir conceitos antagônicos e decifrá-los, compreendendo seus conceitos. Sábado passado fiz uma comparação entre 'Estética x Mercado', dando exemplo no campo das artes e em especial da música, que muitas vezes é produzida como mercadoria (e em larga escala industrial, fazendo o gosto da multidão para assim se lucrar muito sem a preocupação estética) e em outras pode contrariar as preferências gerais e por isso não vingar tanto nas paradas de sucesso, embora parte desses artistas pouco se preocupem com isso. Nessa mesma postagem, falei da aliança entre esses dois conceitos, por exemplo, a dos garotos de Liverpool que fizeram música de qualidade e até hoje são muito ouvidos.
O antagonismo entre Informação x Experiência surgiu na aula de Estética. Na verdade, a teoria tratada no texto 'A experiência ou saber experiência', que nosso professor Eduardo Bastos passou, defende a tese de que não há conhecimento de algo sem a vivência, logo, não adiantam tantas informações, seja da leitura ou de experiências de outras pessoas: você só saberá como é determinado lugar se estiver lá e com a sua experiência poder descreve-lo, com as suas letras construídas pela sua vivência, que é única.
Vale lembrar: não adianta sair por aí 'procurando experiências', se não houver momentos de pausa e reflexão, pois o tempo do ócio criativo fará a 'digestão de idéias' se tornar produtiva em sua mente. Por exemplo: não adianta trabalhar tanto, chegar em casa cansado, dormir, para no outro dia trabalhar novamente, num ritmo tão alucinante que leva suas ações a adquirirem características mecânicas, logo, sem pausas não haverá experiência.
Não se trata de dispensar a informação: esta pode ser útil, sendo o conhecimento prévio importante para previnir e 'saber em que terreno se pisa' (se é que a 'loucura da vida imprevisível' não leve a uma experiência ainda mais rica), mas não substitui a experiência. Penso então que o jornalista tem de ser humilde de reconhecer suas limitações e não ter a pretenção de falar por si próprio acerca de um assunto que tudo que ele coletou fora informações alheias ou os seus 'achismos' e 'preconceitos': ser jornalista é falar por si o que se viu e falar pelos outros, experiências que nos textos narrativos (estudados na matéria Prática de Reportagem ll, com Antônio Brotas) ganharam um caráter semelhante ao literário, mas que deixará claro que se trata de uma coleta de dados extraída de terceiros.
A informação também tem as suas controvérsias, sendo suas 'prioridades' extremamente polêmicas, afinal, a técnica usada no jornalismo é parcial, embora tente desfarçar através de 'leads e pirâmides invertidas'. Afinal, porque a eleição de Barack Obama é mais importante que a vitória de um micro-empresário que cresceu no Brasil? Porque o caso de Isabelle Nardoni, João Hélio e Eloá são mais importante que os casos de Joãozinho Silva e Mariazinha de Jesus? Com que critério as capas e manchetes são selecionadas? É o que move mais interesse? Interesse para quem? É muita audácia achar que todos os leitores tem os mesmos valores, e a 'massificação de idéias' foge da tentativa utópica de ser imparcial, logo, minha classe, a de jornalistas, deveria ser mais humilde para reconhecer que embora tenhamos o poder de informar, nem de longe somos os responsáveis por passar todas as informações, e nem de longe fugimos dos nossos princípios e nos tornamos totalmente 'neutros' quando damos a notícia, e principalmente, nem de longe saberemos de tudo, pois não basta informação, é preciso ter experiência, afinal, quem é Diogo Mainardi para falar de BRASIL (com todas as maiúsculas e negrito para ressaltar como 'és impávido colosso'), se ele ganha tanto dinheiro para falar mal- sentado em seu confortável escritório com arcondicionado- do que pouco se aprofundou e nunca fez questão de se aprofundar?
Ganhar dinheiro não pode ser um valor universal, acredito que ainda há quem se preocupe com valores estéticos (como no texto anterior citei os Indies) e acima de tudo, com valores éticos!
Pode desconfiar, pode falar mal e dizer que assim não se vai a lugar nenhum: contra todas as objeções, Ronaldo responde, dentro de campo, porque mesmo sem a forma física ideal é um jogador especial, ou você duvida disso?
Histórias de superação sempre entusiasmarão multidões, e em enredos heróicos, o protagonista não pode ser apenas persistente: tem de ser inteligente, afinal, do que adianta persistir no mesmo erro? Se você fizer as coisas da mesma forma que não levam ao sucesso, obterá sempre o mesmo resultado. Foi com muita paixão pelo futebol que Ronaldo Luiz Nazário de Lima, após contusão séria no joelho em abril de 2000 (que poderia te deixar pra sempre fora do futebol), insistiu com a idéia de voltar aos campos, seguiu as normas estabelecidas por seus médicos e fisioterapeutas e deu a volta por cima, culminando não só numa volta em alto nível no poderoso futebol europeu como também a ida a seleção brasileira, que tão descrente, conseguiu o título mundial em 2002, sendo o camisa 9 o artilheiro da competição.
Após a copa, Ronaldo não queria se manter na Internazionale, equipe que na época era comandada por um argentino que, segundo Ronaldo, 'não gostava dele'. Conseguiu assim transferência no mesmo ano para o Real Madrid, e teve que sair pelas portas do fundo, tamanha revolta dos torcedores Interinos. Na sua estréia no Real, ele entrou no meio do jogo, e em menos de um minuto, se locomoveu o suficiente para aproveitar uma oportunidade e balançar as redes: isso é extra-ordinário! Não há precedentes na história do futebol! Esse era seu cartão de visitas, que duraria meia década na capital espanhola. Momentos de muita farra, aproveitando o melhor que a vida pode lhe proporcionar: restaurantes finos, estréias de cinema, boates alucinantes e churrasquinho em casa chamando todos os seus amigos, essa era a vida de um astro que tanto batalhou e poderia desfrutar de tudo que ele conquistou, como diria Zeca Pagodinho, 'se quiser fumar eu fumo, se eu quiser eu bebo, pago tudo que consumo com o suor do meu emprego'.
Mas essa curtição toda trouxe alguns quilos a mais e especulações acerca de sua vida pessoal. Ronaldo, que caso parasse de jogar em 2000 ja teria dinheiro suficiente para levar uma vida farta, buscou seu sonho que dinheiro algum poderia comprar: voltar a jogar. Naquele momento, seu nível estava decaindo, e as cobranças começavam a aumentar quanto mais perto chegava-se da copa do mundo. E o ano de 2006 nem de longe correspondeu as expectativas dos brasileiros: está certo que com seus 3 gols marcados ele superou a marca do alemão Gerd Muller, se tornando o maior artilheiro da história das copas, e com uma assistência, faturou a chuteira de prata (prêmio dado aos artilheiros da competição), mas ser eliminado pelo antigo bicho papão, a França, fizeram todos se lembrar da copa 98, e seus méritos antigos ficaram esquecidos pelo público, que agora pedia 'raça' na seleção canarinha.
Transferido para o Milan em 2007, tentou voltar a jogar em alto nível com um grande desafio: marcar gols no país dos melhores defensores do mundo! O povo italiano já o conhecia pela sua passagem pela Internazionale, equipe rival do Milan, e Ronaldo até correspondia bem em campo, quando em fevereiro de 2008, nova contusão (muito semelhante a de abril de 2000) novamente o deixou afastado do futebol, e ele jamais jogaria pelo Milan.
Voltou para se tratar no Rio de Janeiro, no CT de seu time de coração, o Flamengo. Mesmo fora de campo, constantemente surgiam notícias suas, oras com supostos envolvimentos com travestis e consumo de cocaína. Sua imagem estava afundada, patrocinadores ameaçavam quebrar contrato, e para completar, no final de 2008, fora acusado de traidor pela torcida do Flamengo, que se julgava a 'única casa que sempre te acolheu', por se transferir para o Corinthians. A verdade é que a equipe da Gávea ora nenhuma mostrou planos para concretizar a parceria, tamanha desorganização, e nosso craque buscava imediatamente um contrato, e este surgiu com o clube do Parque São Jorge. Nesta 4ª feira, o Fenômeno estreou com a camisa alvi-negra: entrara no lugar de Jorge Henrique na vitória por 2 a 0 sobre o Itumbiara de Goiás pela copa do Brasil. Tentou cabecear, tentou driblar, e se sua estréia não foi decisiva, tão pouco deixou a desejar.
Hoje, Domingo, foi dia de um dos 4 maiores clássicos do futebol brasileiro, em Presidente Prudente, e novamente o craque da camisa número 9 começou no banco de reservas. A expectativa era grande: o Esporte espetacular fizera matéria narrando seus tempos jogando aqui no Brasil (pelo Cruzeiro) e a Brahma mostrou o comercial, no início e meio do jogo, co o craque Ronaldo e palavras de apoio. Aos 19 do segundo tempo Ronaldo entrou no lugar de Escudero e, com o Palmeiras vencendo por 1 a 0, caía a invencibilidade de quase 9 meses (sem contar a derrota com a equipe reserva na última rodada da série B, contra o América) o Timão precisava de um gol, que mesmo com o esforço de Ronaldo e seu cruzamento preciso e bola na trave não surgia.
Até que aos 47 minutos do 2º tempo, um momento tão sublime que dispensa letras escritas por um simples blogueiro estudante de jornalismo: assista o vídeo e se emocione, junto comigo, no que de mais belo a vida pode guardar, a superação!
Diga que suas posturas foram inadequadas, mas jamais duvide do potencial dele! A rebeldia de grandes astros supera a 'rebeldia' tão condenada pela sociedade: mesmo com os quilos a mais ele consegue fazer seu dever, assim como Amy Winehouse consegue cantar maravilhosamente bem. Não é alusão as drogas ou a falta de obediência quanto as regras que regulam a harmonia social, e sim compreensão a quem merece, pois ao invés de apenas criticar e desacreditar, deveríamos enxergar muito mais as virtudes, assim como o povo argentino as enxerga em Maradona e por vê-lo como grande ícone, perdoa seu astro, enquanto nós por tão pouco até Pelé falamos mal (logo o Rei, exemplo de disciplina aliada ao talento).
Nesse mundo, há pessoas 'cometas' e 'estrelas': os cometas brilham por algum tempo, mas de tão efêmeros, logo são esquecidos. As estrelas brilham constantemente, e para sempre brilharão. São mais que pessoas, são mitos! Por certas vezes ofuscam até a partida pelo qual estão jogando, concentrando em si as atenções. Ronaldo não é só um jogador de futebol: ele é capaz de reunir a todos em nome de uma mesma emoção, era há 4 anos atrás o 3º rosto mais famoso do mundo (atrás apenas do Papa João Paulo ll e George Bush). Como representante da Unesco, fez muitas crianças felizes na Croácia em sua visita, e por isso tanto cobramos dele: porque sabemos como as crianças te seguem, como elas querem ser 'novos fenômenos'.
"Acima de tudo, futebol é um jogo de equipe. Quantas vezes ouvimos a afirmação que 'nenhum jogador é maior que o clube ou país pelo qual joga?'. Mas nas palavras do historiador escocês Thomas Carlyle, 'nenhum grande homem vive em vão. A história do mundo não é mais que a biografia de grandes homens'. A história do futebol não é diferente.*"
*Parte extraída de pensamentos do filme 'A História do futebol- um jogo mágico', produzido por Fremantle Media
O marco simbólico do dia 8 de março representar o dia internacional das mulheres foi a luta de empregadas que, ao protestarem por melhores condições de trabalho, acabaram sendo insendiadas. Esse episódio, acontecido em Nova Iorque, ganhou maior repercussão depois e isto serviu para cravar a data no calendário com esse mérito. Muitas conquistas ainda virão, prova disso são as inúmeras conquistas nos últimos tempos:
-O Ituano, equipe de média expressão no cenário do futebol nacional, foi presidido até recentemente por Sheila Adrigo Minelli.
-A federação paraibana de futebol é presidida por Rosilene de Araújo Gomes.
-Se especulou a possibilidade de o estádio Rei Pelé, em Maceió, ter seu nome alterado para Marta (em homenagem a alagoana que é a melhor jogadora de futebol do mundo).
-Angela Merkel, Michelle Bachelet e Cristina Kirchner governam, respectivamente, Alemanha, Chile e Argentina.
Estes são apenas alguns exemplos de conquistas. Em 2010, quem sabe, não teremos uma presidente da república mulher?
O que se faz pela beleza sem a procura imediata do dinheiro e o que se é comercial, 'fabricado em série', as vezes em 'larga escala?'
No primário, nossas professoras de arte nas escolas nos ensinavam que manifestações artísticas não devem ser classificadas: há espaço para cada idéia, sem critérios técnicos que limtem a transgreção e criação de novos conceitos, afinal, fazer arte é inventar, é muitas vezes pensar algo que não reflete os limites da sociedade. Ao contrário dos esportes, na arte não há vencedor: se manifestar é uma vitória, e ninguém está acima de ninguém.
Dos 6 prêmios Nobel entregues anualmente, apenas 1 se dedica ao campo das artes: é o prêmio da literatura, que em 98 foi dado ao portugês José Saramago, sendo ele o único escritor de língua portuguesa a ganhá-lo. Embora as artes não sejam competitivas, o prêmio Nobel costuma ser justo quanto aos critérios estéticos, indpendente de valores regionais.
Mas o que é arte? Se recorrermos a etimologia, deriva de artifício, artificial, ou seja, criado pelo ser humano, opondo-se a idéia de natural. Com esse critério, não há apenas 7 artes*¹, e todos as criações não divinas, a exemplo de sistemas políticos e o complexo mecanismo da economia, seriam arte.
Há muito tempo nós já nos manifestamos
Temos um certo consenso de que a arte entretem, agrupa comunidades e muitas vezes diverte. Talvez, divertir não seja prioridade, levando em conta que a reflexão fria acerca de uma obra abole as expectativas de excitação e gargalhadas. Cada manifestação artística tem o seu objetivo, ou quem sabe, seu objetivo é dado por quem interpreta a obra, ja que, uma vez exposta no mundo, sua ideologia não pertence mais ao seu criador, e sim, a cada um que refletir e lhe der um significado?
O que isso significa para você? Será que é o mesmo que significa para mim?
O que forma uma cultura? Historiadores e cientistas sociais*² pesquisam o que levou determinad povo a ter certa postura uniforme. Pessoas pensam diferentes, mas há traços culturais que fazem determinado grupo guardar hábitos, em que não se escolheu por assim agir, mas que pouca vontade se tem de mudar, e que ja está enraizado em determinada região há muitos anos, muito antes dessas pessoas que agem de determinada maneira nascerem. O artista que quiser ganhar dinheiro em determinada região tem de conhecer (se não ele, algum produtor artístico) a fundo o gosto popular dali.
Apenas 2 artistas conseguiram lotar o Maracanã: Frank Sinatra em 1980 e Ivete Sangalo em 2005. Porque eles? Qual o laço de identidade deles com os valores de tantas pessoas juntas num só lugar? O que fizeram eles chegarem lá, apenas o talento ou houve um bom trabalho de assessoria e produção feito por trás? O que as pessoas buscavam nesses shows? Entrentenimento, diversão, cultura, reflexão...?Frank Sinatra fez o Maracanã se concentrar em silêncio. Ja Ivete...
Como vivemos num mundo capitalista, é natural que muitas das atividades que podem ser exercidas pelo ser humano sejam assim feitas para se enriquecer, e para se ganhar muito dinheiro, tem de se 'filtrar' o que será útil para um projeto bem sucedido e o que não é.
Mas o artista independente (que nos campos do cinema e música são chamados de 'Indie') em essência não procura agradar público algum (nem mesmo o 'público indie'): a preocupação roda em torno da estética, e os admiradores que vierem são consequência do trabalho que criou laços de compatibilidade com pessoas, que não precisam ser muitas (afinal, a preocupação não é popularidade nem dinheiro, e quando o formato não entra em compatibilidade com o conceito de belo da sociedade, a banda não sairá do "underground"). "Banda de garagem" é o termo usado para grupos musicais fora do circuito comercial. Será que todas querem ser vendáveis? Enriquecer é um valor universal?
No mundo musical, se uma banda, mesmo que preocupada mais com as questões estéticas 'surpreendentemente' começe a ganhar mais espaço e visibilidade, não significa que ela se tornou 'vendável ou prostituída', e dinheiro como consequência de um bom trabalho que por acaso se encaixou com alguns valores culturais (e não da 'contra-cultura rebelde) pode sim aproveitar essa fase sem deixar de ser Indie, mas deve-se continuar com a preocupação estética, o que pode fazer a banda sair das paradas de sucesso (o que não deixa de ser normal, afinal, a música mercadológica passa pelo mesmo problema: o de ser 'descartável'). 4 garotos de Liverpool na década de 60, com músicas envolventes e carisma fora de série, vidraram multidões no mundo todo, venderam muitos discos (e vendem até hoje) sem deixar de lado a estética invejável (respeitada até pelos críticos mais ferrenhos de música). Será essa uma prova de que é possível fazer uma boa música e vender bem? Eles foram sortudos? A época deles foi mais propícia? Qual a fórmula para chegar no sucesso por tanto tempo (no caso deles, um sucesso que perdura até hoje)
Vale lembrar que a música mercadológica (insisto nesses rótulo embora seja relativo empregá-los a cada banda, pois uma banda independente para mim pode ser mercadológica para você) não é sinônimo de música de má qualidade, embora a mentalidade das letras e melodia priorizem a permanência no mercado. Há como conciliar a estética e os valores atuais, mas a falta de preocupação com os valores atuais fazem o músico indie transgredir e a transgressão traz a mudança de mentalidade (que vale lembrar, nem sempre é construtiva), e a internet é uma ferramente útil para reunir tantas pessoas de mente diferenciada, que embora estejam distante, podem em frente ao computador fortalecer a corrente que visa pluralizar e democratizar sociedades tão presas às tradições e enraizados em preconceitos.
Dos computadores para a internet, da internet para o mundo: Mallu Magalhães e Cansei de ser sexy são exemplos de que pode-se fazer um som diferente e ser ouvido. A primeira, através do 'My Space' (é um serviço de rede social, como o 'Orkut') e a segunda, através do fotolog que as levaram a uma coluna da Folha de São Paulo e assim ganhando repercussão. Dois exemplos de 'descompromisso' com a indústria, mas que vem ganhado espaço, mas será que é realmente isso que elas querem? Ou foram levadas pelo talento e assim mantem o trabalho, sem tanto medo da 'efemeridade do sucesso'?
Um dia os valores do mercado irão mudar, e quem sabe, novos mercados surgirão sem 'acabar' com os antigos, afinal, há espaço para todos nesse mundo, seja a utulidade da arte refletir ou fazer sorrir, seja a música feita para carnaval ou para momentos de solidão: nós respiramos música e sem ela nossa vida seria difícil, afinal, como seria a ida ao trabalho sem ouvir uma canção num trajeto de 30 minutos? E na hora de cozinhar, tudo não fica mais fácil com um rádio de pilha próximo ao fogão? O novo não surge para destruir o velho, e sim para dividir espaço, um espaço em que cabe todos, e caberá até o que não foi inventado.
*² As ciências sociais englobam sociologia, antropologia e ciências políticas.
--->OBS:<---
--->O mais incoerente no mundo musical é o termo 'Indie Pop', em que controvertidamente se aliam conceitos opostos: o primeiro, de independência e pouca preocupação com popularidade, e o segundo, ressaltando justamente a popularidade e a busca mercadológica. Talvez, o termo 'pop' na língua inglesa ganhou uma denotação de estilo musical, e não de exposição musical. Aqui no Brasil, a controvérsia está por conta da 'MPB', música popular brasileira, que na verdade, não é popular por aqui, e sim ouvida muito mais pelas elites (o popular seriam o sertanejo, pagode, axé, calypso...)
---> Um exemplo interessante de visibilidade na televisão: se o carnaval de Pernambuco pouco é mostrado na tv, é porque esse não se 'adequa' ao formato televisivo, sem a busca do carnaval de Salvador que, para 'fazer a festa crescer mais' (não sei aonde é o limite de tal crescimento), adequa seus valores a diversos públicos, englobando diversos estilos musicais com diversos instrumentos, enquanto em Pernambuco permanece o Maracatu e Frevo.
Jornalista desde 2010. Já passei pelos três impressos diários de Salvador (A Tarde, Correio* e Tribuna da Bahia) e pelos sites Bahia Notícias e Bocão News.
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