Imagens: Reprodução / Facebook (Clique nas imagens para ampliá-las)
Uns sonham com Neymar. Outros estão satisfeitos com Marcelo Moreno. Os torcedores do Bahia se iludem com a perspectiva de contar com Jóbson, após seu desligamento com o Barueri. Passo a imaginar o cenário de “Ensaio Sobre a Cegueira”, clássico de José Saramago, ambientado em Pituaçu, onde as lacunas vazias do tricolor não estão no campo visual, e sim na memória. De amnésia ou falta de informação sofrem aqueles que pedem por Jóbson e Jael. O primeiro deles colecionou desentendimentos e “problemas de adaptação” por todos os clubes por onde passou. Se desligou do Grêmio Barueri, lanterna da Série B, nesta segunda-feira (9), após disputar quatro jogos e não marcar nenhum gol. Motivo? Barueri não tem torcida. Nascido em 15 de fevereiro, mesma data em que o Rei Luís XV veio ao mundo, o atacante desempregado tem um “rei da França na barriga”. Habilidoso, acredita que ainda pode escolher onde jogar, e uma eventual chegada ao Bahia em nada o melhoraria, já que o mesmo foi desligado do clube a pedido dos próprios companheiros de time, em agosto do ano passado.
Já Jael, que saiu após desferir um soco no diretor tricolor André Araújo, é tido como um “apaixonado pelo Bahia”, mas pouco antes da sua demissão por justa causa, o atacante corria atrás de um contrato mais polpudo e por pouco não assinou com o Vasco. A boa passagem pela Portuguesa não teve continuidade no Flamengo e Sport, seu clube atual, o que prova que suas boas apresentações pelo Esquadrão nas Séries B de 2009 e 2010 não podem ser parâmetro de comparação com a elite do futebol nacional. Não me surpreende que os torcedores que tanto querem esses dois jogadores lamentaram pela não concretização da negociação com Zé Love. O Bahia é muito maior do que as ambições de parte de sua torcida.
Confira abaixo o vídeo que fiz para Jóbson, no dia em que ele marcou o gol do Bahia sobre o Fluminense em pleno Engenhão, o primeiro triunfo do tricolor baiano em Série A em quase 8 anos. Eu acreditava no cara e temia pela sua punição no tribunal internacional, por conta do seu envolvimento com drogas.
Tio Válter e eu em Pituaçu: acreditamos no Ypiranga
O clima de velório no final da tarde deste domingo (8) em Pituaçu se assemelha, em diversos aspectos, ao Maracanazo de 1950. O roteiro de ambos passa por uma partida de futebol em que o anfitrião abre o placar e permite a virada, impregnando nas mentes e corações de torcedores a falta de perspectiva de que o futuro poderá ser melhor um dia. Se a Seleção Brasileira mudou a cor de sua camisa após a derrota para o Uruguai na final da Copa do Mundo, o Ypiranga sempre teve trajes amarelos, cor adotada pelo scratch canarinho que superou o complexo de vira-lata e chegou cinco vezes ao topo do mundo. Que parte do uniforme o Ypiranga precisa mudar?
Decacampeão baiano, o clube da Vila Canária cumpriu à risca os passos da cartilha de um vencedor esportivo. O problema está no futebol. Fosse natação ou atletismo, onde os milésimos de segundos ganhos nos treinamentos são fruto de preparação rigorosa, o Mais Querido teria sobrado contra a modesta Jacuipense, que diga-se de passagem, mereceu o triunfo pela partida que fez hoje. Mas todo bom exemplo extra-campo deve ser exaltado, e por isso o Ypiranga não foi o único derrotado na tarde deste domingo: o futebol baiano perdeu a chance de contar com um clube ambicioso, que aliou a tradição centenária a estratégias de marketing modernas, como por exemplo vender camisas oficiais próximo das catracas de Pituaçu e produzir um mini-filme com película de cinema.
O Ypiranga não “mendigou” espaço na mídia: fez por merecer a visibilidade que ganhou nesta semana decisiva, e o resultado foi uma festa amarela e preta com 4.505 pessoas e arrecadação de R$ 67.650,00. Os próximos capítulos da vida do Mais Querido estão indefinidos, mas em um país de tantos clubes artificiais, que abdicam de suas tradições e da presença da torcida para mudar de cidade-sede, é triste que bons exemplos como o do aurinegro não se concretizem em um acesso para a elite do futebol estadual.
Jornalista desde 2010. Já passei pelos três impressos diários de Salvador (A Tarde, Correio* e Tribuna da Bahia) e pelos sites Bahia Notícias e Bocão News.
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